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Jornal O Clarim • Julho 2019
Feliz por acaso A melhor fórmula contra o vazio existencial é o serviço dedicado ao próximo
José da Silva de Jesus
josedasjesus@gmail.com
01/07/2019

É comum vermos pessoas que parecem ter encontrado a fórmula para a felicidade por acaso, onde não esperavam. Algumas a encontraram dedicando-se ao trabalho, outras na criação de filhos que nem foram planejados, outras em algum serviço voluntário. E muitas vezes por não terem procurado por isso, essas pessoas não compreendem e não conseguem explicar por que encontraram essa felicidade.

Isso é muito comum, por exemplo, para casais com filhos que tentam explicar a outros casais, que não desejam filhos, como as crianças lhes trouxeram felicidade. Uma reação bem comum aos casais sem filhos é não acreditar no relato e até mesmo achar que eles estão se enganando ou fingindo, porque não conseguem entender como uma tarefa tão desgastante pode ser fruto de alguma felicidade, quando comparada a tudo que poderiam fazer se ainda tivessem o tempo livre. Os casais sem filhos podem considerar que isto é algum tipo de autoflagelo, um sofrimento desnecessário que serviria para tentar desviar a atenção de um vazio existencial, o mesmo tipo de vazio existencial ou falta de propósito na vida que os materialistas tentam preencher com o acúmulo de conquistas materiais.

Como sabemos, a solução para este vazio é simples: o segredo é o serviço ao próximo. Não é possível ser feliz causando sofrimento ao próximo, mas também não é suficiente ser neutro, respeitando leis e regulamentos e evitando causar prejuízo ao semelhante, porém sem praticar a caridade. A lei de causa e efeito vale para os dois lados: toda ação negativa nos trará uma dívida a ser paga, mas também não é possível atingir a felicidade sem ações positivas. Não basta não cometer o mal, é necessário praticar o bem.

Como dissemos, muitos daqueles que ainda não entenderam este “segredo” para a felicidade e ainda carregam aquele vazio existencial, pensam que aqueles outros, que se engajam no serviço voluntário ou que se dedicam ao trabalho sem esperar recompensas ou que se sacrificam na criação de filhos, estão arrumando sofrimentos desnecessários. Consideram-nos ingênuos, que estariam pagando uma penitência inútil, como ajoelhar no milho.

A realidade é que muitos daqueles que se sujeitam a estas atividades, quando poderiam omitir-se, encontraram sem querer a cura do seu vazio e da falta de sentido em suas vidas. A vida de todo Espírito é regulada por aquela lei simples e conhecida por todos: “amar ao próximo como a si mesmo”, lei que torna a prática da caridade uma obrigação e também uma fonte de prazer. Muitas vezes por falta de conhecimento destas verdades universais, pessoas ainda relativamente apegadas ao materialismo ou que carregam uma fé vacilante em Deus, não sabem explicar por que aquilo que esperavam ser fonte de puro sofrimento desnecessário se transformou na alegria de suas vidas, a cura de toda a angústia.

Conhecemos muitas pessoas assim, ansiosas, materialistas e ao mesmo tempo vazias de propósito. No auge da capacidade profissional e financeira e gozando de ampla saúde, não encontram a felicidade em lugar algum, apesar de possuírem todas as ferramentas e de estarem constantemente procurando por ela. É verdade que dificilmente elas se convencerão ao afirmarmos que a felicidade que procuram está justamente naquilo que elas vêm tentando evitar. Podemos sugerir uma maior dedicação ao trabalho, a um serviço voluntário ou mesmo que iniciem uma família e repetir estas verdades universais sobre a caridade e a felicidade. Mas é também provável que Deus se encarregue melhor desta tarefa do que apenas os nossos conselhos. Escrevendo por linhas tortas, poderão surgir dificuldades, imprevistos e até doenças e então, onde menos esperavam, nossos irmãos poderão encontrar também por acaso a sua felicidade.