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Revista Internacional de Espiritismo • Junho 2019
Sete bilhões de sonhos! Corações pulsando, almas vibrando... sonhos de um mundo melhor!
Maroísa F. Pellegrini Baio
maroisafpb@gmail.com
01/06/2019

Jesus fez vários sermões proféticos, alguns dirigidos para os judeus daqueles tempos e outros para a humanidade futura.

Segundo Allan Kardec, em seu livro A Gênese (cap. XVI), o dom de predizer o futuro “repousa sobre as propriedades da alma e a lei das relações do mundo visível e do mundo invisível, que o Espiritismo vem fazer conhecer”.

Observando os diversos e inúmeros conflitos que a humanidade tem enfrentado, parece quase impossível que algumas predições de Jesus venham a cumprir-se de fato. Referimo-nos às seguintes palavras que ele nos deixou:

“Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil; elas ouvirão minha voz; então haverá um só rebanho, um só pastor.” (João 10:16)

Será mesmo que um dia toda a população do nosso planeta formará um único rebanho, sendo Jesus o único pastor? Considerando que ainda há milhões de pessoas que nunca ouviram falar do Mestre, parece mesmo muito difícil que isso venha a acontecer. Mesmo entre os que se dizem cristãos, quantos há que não conhecem seu Evangelho? Entre os que conhecem, muitos não compreendem seus ensinamentos e, entre os que compreendem, quão poucos são aqueles que os praticam!

Para que essa unidade se concretize, todos deverão vencer suas tendências inferiores, individuais e coletivas, o que significa sacrifícios por parte de cada um, fazendo-se concessões mútuas. As instituições religiosas, sobretudo, são as que oferecem mais resistência, pois cada uma quer estar na posse exclusiva da verdade. Então, quais as renovações necessárias que as religiões deverão acrescentar em suas práticas para alcançar essa unicidade? Kardec as descreve no capítulo XVII de A Gênese:

“No estado atual da opinião e dos conhecimentos, a religião que deverá unir um dia todos os homens, sob uma mesma bandeira, será a que satisfaça melhor a razão e as legítimas aspirações do coração e do espírito; que não será, sobre nenhum ponto, desmentida pela ciência positiva; que, em lugar de se imobilizar, seguirá a Humanidade em sua marcha progressiva, sem jamais se deixar ultrapassar; que não será nem exclusiva nem intolerante; que será a emancipadora da inteligência, não admitindo senão a fé raciocinada; aquela cujo código moral será o mais puro, o mais racional, o mais em harmonia com as necessidades sociais, o mais próprio, enfim, para fundar sobre a Terra o reino do bem, pela prática da caridade e da fraternidade universais.”

A Humanidade, aplicando sua inteligência, realizou inúmeros progressos em vários setores, sobretudo na tecnologia das comunicações, contribuindo com as ciências, as artes e o bem-estar material. Porém, falta aos homens realizar um imenso progresso que exigirá grandes esforços: “É o de fazer reinar entre eles a caridade, a fraternidade e a solidariedade, para assegurar o bem-estar moral.” (Allan Kardec em A Gênese, cap. XVIII, item 5)

Para que esta previsão de Jesus se realize, será necessário que velhos conceitos sejam abolidos e que cada um desperte seu interesse para o bem comum. Toda conquista é precedida de sacrifícios. A caridade, a fraternidade e a solidariedade serão desenvolvidas por meio de experiências coletivas no sofrimento. Depois de ter alcançado o bem-estar material, produto de sua inteligência, chega o momento de aplicar sua potencialidade na conquista do bem-estar moral. Segundo Kardec:

“Quanto mais se avança, mais se sente o que falta, sem poder ainda, entretanto, defini-lo claramente: é o efeito do trabalho íntimo que se opera para a regeneração; têm-se desejos, aspirações que são como pressentimento de um estado melhor.”

O papel da Doutrina Espírita é fundamental nesse longo e sofrido processo de transição. J. Herculano Pires (1914-1979), escritor espírita, em seu livro O Espírito e o Tempo (III Parte, cap. V), enfatiza a revolução de ordem moral que passará a vigorar na vida em sociedade, conforme as proposições de Kardec:

“É precisamente a revolução ética do Espiritismo que estabelecerá a ordem moral do mundo de regeneração. Aquilo que hoje chamamos ordem social, porque baseada nas relações de sociedades que implicam transações utilitárias, será de tal maneira modificada, que poderemos mudar a sua designação. A Humanidade regenerada, embora ainda não tenha atingido a perfeição relativa dos mundos felizes, viverá numa estrutura de relações de tipo moral. Os valores pragmáticos serão substituídos naturalmente pelos valores morais, porque o homem não mais valerá pelo que possui, em dinheiro, propriedades ou poder político, mas pelo que revela em capacidade intelectual e aprimoramento espiritual.”

Segundo Prof. Herculano, a dinâmica da caridade, bandeira fundamental do Espiritismo, romperá o egoísmo social da atualidade fazendo desabrochar o altruísmo moral, que irá caracterizar o cidadão do futuro, pois “a prática da caridade é o treinamento moral das criaturas em expiação e provas, com vistas ao mundo de regeneração”.

Para ele há ainda uma consequência inevitável dessa nova ordem moral: “A ordem moral será o império da justiça. O mundo de regeneração não poderá efetivar-se, portanto, enquanto não criarmos na Terra uma estrutura social baseada na justiça. Já vimos que a tarefa é nossa, pois o mundo nos foi dado como campo de experiência. Submetidos a expiações e provas aprendemos que o egoísmo é nefasto e que devemos lutar pelo altruísmo, a começar por nós mesmos.”

Ele apresenta uma oportuna indagação: como fazer para que isso aconteça? E a resposta está num ensinamento de Jesus recitado por muitos, mas tão pouco aplicado: fazer aos outros o que se deseja para si mesmo! Em outras palavras: a caridade!

Entretanto, para que esse novo momento se efetive em nosso planeta, há que se dedicar especial atenção à educação das novas gerações. Sendo professores, Kardec e Herculano, conscientes do papel da Doutrina Espírita nessa tarefa, enfatizam a necessidade da educação integral do Espírito encarnado, ou seja, a educação do caráter. Enfatizando essa questão, Prof. Herculano destaca sua importância:

“Educar, entretanto, não é apenas lecionar, ensinar nas escolas. A educação abrange todos os setores das atividades humanas e todas as idades e condições do homem. (...) O próprio Espiritismo é um gigantesco esforço de educação do mundo, para que a humanidade regenerada de amanhã possa substituir o quanto antes à humanidade expiatória de hoje.”

*

Em comemoração ao Dia Internacional da Astronáutica (9 de janeiro), o músico e compositor grego Yanni, cujo lema principal é No borders (sem fronteiras) compôs a música Seven billion dreams[1] (Sete bilhões de sonhos). Atualmente, o planeta Terra tem cerca de sete bilhões de habitantes. São sete bilhões de almas vibrando, sete bilhões de corações pulsando, sete bilhões de sonhos... Sonhos de um mundo melhor!

Para Kardec, a certeza deste novo momento para a Humanidade o animava:

“A fraternidade deve ser a pedra angular da nova ordem social; mas não há fraternidade real, sólida e efetiva, se ela não se apoia sobre uma base inabalável; esta base é a fé (...). Quando todos os homens estiverem convencidos de que Deus é o mesmo para todos; que esse Deus soberanamente justo e bom nada pode querer de injusto; que o mal vem dos homens e não dele, eles se olharão como os filhos de um mesmo Pai e estender-se-ão as mãos.”

Daí então se cumprirá a promessa de Jesus: um único rebanho, um só pastor!


1. Disponível no YouTube. Buscar por Yanni — Seven Billion Dreams.