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Revista Internacional de Espiritismo • Maio 2019
Superprodução Kardec chega aos cinemas em maio Protagonizado por Leonardo Medeiros e dirigido por Wagner de Assis, longa-metragem é baseado na biografia de Marcel Souto Maior
Magali Bischoff

01/05/2019

No próximo dia 16 de maio, nos cinemas brasileiros, estreia o longa-metragem Kardec, cinebiografia baseada no livro Kardec — A Biografia, de Marcel Souto Maior. Dirigido por Wagner de Assis (Nosso Lar, A Menina Índigo), o filme é protagonizado por Leonardo Medeiros, que interpreta Allan Kardec, e Sandra Corveloni (vencedora do prêmio de Melhor Atriz no 61º Festival de Cannes, em 2008), que vive sua esposa Amélie-Gabrielle Boudet. A produção é da Conspiração Filmes (2 Filhos de Francisco, Gonzaga — de Pai Pra Filho, Lope) e a distribuição da Sony Pictures Entertainment. Wagner de Assis também assina o roteiro ao lado de L. G. Bayão (Irmã Dulce, Heleno e Minha Fama de Mau).

O longa mostra o cético professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, influente educador francês apaixonado pelo conhecimento científico, em sua jornada para entender a origem das mensagens que lhe são enviadas através de diferentes médiuns. Em plena Paris do século XIX, ele investiga o fenômeno das mesas girantes até tornar-se o codificador da Doutrina Espírita e assumir o pseudônimo Allan Kardec, com o lançamento de O Livro dos Espíritos em 18 de abril de 1857.

O momento não poderia ser mais apropriado para o resgate da memória do codificador do Espiritismo, visto que em 31 de março último completaram-se 150 anos de sua desencarnação. Para ampliar nosso conhecimento a respeito desta superprodução, entrevistamos o diretor Wagner de Assis e o ator Leonardo Medeiros, que repassam suas impressões e mais detalhes desta importante obra artística.


Entrevista com Wagner de Assis

Qual a sensação ao descobrir que faria o filme sobre a vida de Allan Kardec? Já havia pensado em contar essa história antes?

Confesso que fui pego de surpresa por Marcel Souto Maior quando ele me contou que estava terminando o livro biográfico. Li os últimos originais e fui “intimado” a fazer o filme. Na época eu estava envolvido com o filme Nosso Lar, pensando também em sua continuação, mas não pude e nem quis dizer não para uma proposta dessas. Nunca tinha pensado em fazer um filme sobre Kardec.


Como nasceu a parceria entre Conspiração Filmes e Sony Pictures?

Ao mesmo tempo em que eu e Marcel acertávamos para começar a trabalhar na adaptação, eu soube que a área da Conspiração que cuida de cinebiografias — e muitas delas maravilhosas — também havia listado o nome de Kardec e pensava em desenvolver um filme sobre ele. Foi basicamente a mesma ideia em dois lugares diferentes ao mesmo tempo. Bem próprio de Kardec, que trabalhou com o conceito de universalidade do conhecimento. Após o acerto com a Conspiração, a Sony veio em seguida, decorrente da sintonia deles em querer contar a boa história que é a vida de Allan Kardec.


A experiência com os filmes anteriores lhe deu uma bagagem mais segura, ou você sentiu aquele frio na barriga para construir a história de Allan Kardec? Como foi escrever esse roteiro?

Em cinema nada é simples, fácil ou rápido. E a experiência é apenas um detalhe num mundo em constante mudança, que nos prova diariamente em cima de valores e sentimentos que também precisam se renovar. Digo isto porque se não for feito com paixão e amor, não será feito. Claro que a experiência ajuda muito, mas cada história “pede” decisões, composições, uma aproximação especial. Não dá para “repetir” processos, não dá para “copiar” takes ou imagens. Tudo vai nascer do nada. Assim como o roteiro, que é um recorte decidido conforme a intuição, o conhecimento do tema, de dramaturgia. Mas, na hora H, as decisões são tomadas e não têm volta.


Quanto tempo levou para produzir o filme e quais foram as dificuldades de gravação em Paris? E no Brasil?

Começamos a filmar no dia 16 de maio de 2018 e vamos lançar no dia 16 de maio de 2019. Uma boa sincronia de datas. Mas sem dúvidas filmar em Paris, em plena primavera, foi um desafio enorme. Muitas coisas podiam dar errado, havia muita tensão no ar. Eu confesso que fiquei nervoso antes de começar. Mas depois a coisa fluiu. Boas histórias sobrevivem às intempéries do caminho. Assim foi no Rio de Janeiro também. Difícil achar um lugar que servisse de casa ao protagonista. Tentamos muitas. Assim como é complicado achar outros interiores que remetam àquela Paris de 1850 que não existe mais.


Quais foram os momentos mais emocionantes durante as gravações em Paris e no Brasil? Vocês sentiram alguma presença das equipes espirituais como foi em Nosso Lar?

Antes de iniciar as filmagens eu estava muito nervoso e fui às margens do Rio Sena para tentar me acalmar. Fiz uma oração e comecei a ouvir um hino, que não sei de onde vinha. Era um hino “ao amor e à verdade”, cantado por muitas vozes. Essa música me acalmou muito. No Rio, também, encontramos uma oração presa na porta da caixa de energia elétrica da locação onde filmaríamos a casa de Kardec. Era uma oração sem nome, que versava sobre o valor do trabalho, sobre transformar energias saturadas em positivas. Foram pequenos sinais de que estávamos trabalhando corretamente. No geral foi uma filmagem muito tranquila, sem grandes fenômenos — exceto os que nós estávamos produzindo para o filme, como fazer mesas girarem pelos ares.


Você acredita que a história desse professor, e os fenômenos que ele confrontou em sua época, estão relacionados aos estudos da ciência nos dias de hoje e poderiam gerar curiosidade, levando o público que não é espírita ao cinema?

A história é absolutamente atual. Falar de razão e fé nos dias de hoje é vital. Pesquisar sobre a óptica da ciência, mas acoplar filosofias de vida humanistas também. Lidar com intolerância religiosa ou com seres humanos que precisam de responsabilidades para exercer suas mediunidades também está neste rol. Kardec vive muito pelo trabalho de caridade que se exercita diariamente nos milhares de centros espíritas, reforçando a moral de sua obra. Vive porque a melhor propaganda que se pode fazer pela doutrina não é apenas falar dela — mas vivenciá-la de fato, em nome da verdade. Espero que isso tudo, aliado à boa dramaturgia — porque precisamos sempre fazer mudanças para contar bem a história —, leve as pessoas aos cinemas.


Neste momento em que a depressão e o suicídio crescem a cada dia, não seria importante tirar Kardec do exclusivo movimento espírita para que o seu trabalho possa ser reconhecido e ajude o maior número de pessoas?

É precisamente isto o que o filme pretende fazer. Não queremos usá-lo de forma proselitista nem fora de sua única função, que é contar uma boa história. Mas ao mesmo tempo estamos pedindo licença ao professor Rivail para entrar na casa dele, conhecer melhor o homem que ele foi, com todas as nuances, ao lado de sua esposa, Amélie, e dizer às pessoas que a sua história valeu a pena — e a de cada uma delas também pode. Que às vezes uma fogueira não é algo tão ruim: pode queimar livros, mas não ideias.


Como está o apoio do movimento espírita nacional? Sabemos que nos últimos filmes a presença do público não foi tão marcante. Você acredita que este filme pode atrair novamente o público aos cinemas?

Acho que o público procura sempre boas histórias e é preciso que nos esforcemos para contá-las. Se elas estiverem nos cinemas, eles vão comparecer. É preciso entender isso e trabalhar, buscar financiamento, fazer o melhor que a história demande.


Qual mensagem você gostaria de deixar para as pessoas que desejam assistir ao filme na estreia?

Vai valer a pena! Assim como a vida do Kardec!


Entrevista com Leonardo Medeiros

Como foi o convite para fazer o filme? Já tinha alguma familiaridade com a vida do personagem?

Foi uma grande honra e um precioso presente do destino interpretar Allan Kardec neste filme. Minha família é pioneira do Espiritismo no Triângulo Mineiro, sou sobrinho-neto de Eurípedes Barsanulfo, ou Tio Eurípedes, como se diz em casa. Cresci vendo o rosto de Kardec nas capas de O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo, edições sempre espalhadas pelos cômodos e móveis da casa.


Quais os momentos mais marcantes durante as gravações?

Para fazer o filme me propus a abrir todos os canais de contato com a sensibilidade sutil; foi uma experiência reveladora. Nem sempre o ator tem controle sobre o que está fazendo e aceitar isto é transformador. Todo o trabalho foi extremamente harmonioso.


Como foi contracenar com a atriz Sandra Corveloni? Quanto tempo levou para criarem a identificação entre vocês e os personagens de Allan Kardec e Amélie Boudet, conduzindo as cenas com tanta emoção?

A identificação foi imediata, Sandra é uma colega generosa, bem-humorada e muito talentosa. Foi fácil.


O que diria ao público que pensa em assistir ao filme na estreia?

Diria para que, assim como eu, também abram os canais da sensibilidade e do coração, para receber toda a carga emocional do filme sem preconceitos.