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Jornal O Clarim • Abril 2019
Progressão dos mundos O planeta só evolui quando nós também evoluímos
Walkiria Lúcia de Araújo Cavalcante
walkirialucia.wlac@outlook.com
01/04/2019

“De duas maneiras se opera, como já o dissemos, a marcha progressiva da Humanidade: uma, gradual, lenta, imperceptível, se se considerarem as épocas consecutivas, a traduzir-se por sucessivas melhoras nos costumes, nas leis, nos usos, melhoras que só com a continuação se podem perceber, como as mudanças que as correntes d’água ocasionam na superfície do globo; a outra, por movimentos relativamente bruscos, semelhantes aos de uma torrente que, rompendo os diques que a continham, transpõe nalguns anos o espaço que levaria séculos a percorrer. É, então, um cataclismo moral que traga em breves instantes as instituições do passado e ao qual sobrevém uma nova ordem de coisas que pouco a pouco se estabiliza, à medida que se restabelece a calma, e que acaba por se tornar definitiva.”[1]

Em O Evangelho Segundo Espiritismo, capítulo III, na parte trazida pelas instruções dos Espíritos, encontramos o item progressão dos mundos. Mas os mundos progridem porque a humanidade progride. A situação da criatura humana, superior ou inferior, varia de acordo com o ponto de vista analisado.

Tomando como ponto de partida os encarnados no planeta Terra, no qual estamos expiando ou provando, os que estão acima não se sujeitam mais às doenças que nos acometem, possuem os sentidos mais apurados, a própria locomoção é mais rápida, a infância é mais curta e a longevidade é maior. Os que estão abaixo, em contrapartida, têm por lei a força bruta, e neles os sentimentos de delicadeza e justiça não predominam.

Mas quanto a nós, como podemos nos avaliar? Baseados nas ponderações do próprio Evangelho, constatamos que a superioridade intelectual predomina, mas não ainda a moral. Ainda estamos propensos a numerosos vícios. As provas e expiações são proeminentes em detrimento das missões.

As expiações são os expurgos dos atos cometidos contra a Lei Divina. Ao fazer o mal a alguém, na verdade estamos conspurcando a Lei Divina, utilizando o próximo como veículo, deixando em nós a matriz do delito. Deixamos marcas que serão o meio pelo qual nos reajustaremos com a própria Lei. Dia chegará que a divindade, por força da necessidade, ou nós mesmos, pelo esclarecimento da razão, desejaremos este reajuste, colocando-nos em situação de realinho. Poderemos utilizar, como veículo para este fim, a mesma pessoa a quem fizemos mal ou outra.

As provas são testes a que nos submetemos, de tempos em tempos, para corroborar as lições aprendidas e renovar o saber diante da Lei. Avançamos no conhecimento doutrinário, comprometemo-nos com uma nova maneira de proceder, atentamos para novos preceitos em nossas vidas, ajustamos percursos em virtude desses valores abraçados, mas precisamos forjar a teoria à prática. A Lei nos coloca em prova diante das lições e das promessas que fizemos.

Neste nosso planeta ainda verificamos desigualdades sociais. O merecimento, independentemente do contexto analisado, não é o nivelador para alçar-nos, na grande maioria das vezes, aos postos mais altos. Ambição, orgulho e vaidade sobressaem-se, ocasionando separação de famílias e dissolução de amizades. A esperteza, o “se dar bem” a todo custo criam inimizades; a fraternidade ainda não é bandeira de ordem nos corações humanos.

Mas nós progredimos. Não somente os planetas progridem. Da mesma maneira que a renovação acontece de duas formas para os mundos, também ocorre para nós. 

Pode ser lenta, gradual, formada no aprendizado e suplantada pelas provas e as missões que abraçamos durante sucessivas reencarnações. Sedimenta-se, assim, um alicerce forjado no aprendizado constante e na filosofia do amor, da caridade, da fraternidade e do perdão. Tornamo-nos pessoas melhores, porque enxergamos, no outro, nós mesmos.

Há um outro processo, mais rápido: as expiações. Do mesmo jeito que os cataclismos revolvem a terra, temos os nossos cataclismos físicos e morais, revolvendo-nos de forma tal que nos sentimos abalados, sem chão. São as expiações, necessárias para o expurgo moral, mas também importantes nesse processo de aprendizado, pois se bem aprendidas, colocamo-nos sob um novo prisma de entendimento sobre a vida, sobre quem somos e a forma como nos comportarmos a partir desse momento crucial.

Não há como continuarmos iguais após estes cataclismos físicos e morais que vivenciamos, de tempos em tempos, em nossa encarnação. São processos depurativos de aprendizagem, que nos projetam para um novo patamar evolutivo se assim o quisermos. Em alguns momentos, sentimo-nos destruídos, mas mesmo assim, é um processo que faz parte da renovação.

“É lei da Natureza a destruição? — Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos.”[2]

Os planetas vivem em constante renovação; nós vivemos em constante renovação. Algumas mudanças provocam abalos que não gostamos e até procuramos evitar, mas só conseguiremos ver o arco-íris depois da chuva.

Deus, Pai amoroso que é, não nos deixaria sofrer e a mercê de situações que não fossem necessárias ao aprendizado e libertação de amarras pesadas que possuímos. Ainda pensamos como crianças, correndo para o colo de nossos pais quando o médico quer receitar o remédio necessário para a cura, momento em que só sentimos seu gosto amargo.


1. KARDEC, Allan. A Gênese. Capítulo XVIII, item 13.

2. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Questão 728.