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Jornal O Clarim • Março 2019
Reconciliação “Reconcilia-te com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele.” — Mateus, 5:25
Temi Mary Faccio Simionato
temi_mary@yahoo.com.br
01/03/2019

Ninguém passa pela jornada terrestre sem experimentar o assédio da ignorância e da imperfeição humanas. Assim, quando amigos se transformam em adversários, procuremos lidar com as zombarias do qual somos objeto, sem queixar-nos. Mesmo à frente daqueles que nos golpeiam conscientemente, impondo-nos embaraços e desilusões, desculpemos, renovando os pensamentos na direção dos objetivos superiores que pretendemos alcançar. E ainda que agressões e ofensas nos firam o recesso d’alma, sugerindo acerto de conta, façamos o possível para não passar recibo às afrontas que nos sejam endereçadas, agindo sem reclamar, sem revolta e sem lastimar, permanecendo em silêncio, aguardando. Deus e o tempo tudo esclarecem, restabelecendo a verdade.

Por isso é importante interpretarmos nossos opositores como irmãos de caminhada, pois a adversidade é lição para a vida e adversários são mestres que nos proporcionam treinamento no bem, operando sempre como fiscais de nossos atos.

Recordemos que nem o próprio Cristo escapou de semelhantes percalços, e mesmo assim ninguém conseguiu tirar a sua paz. Deste modo, podemos entender segundo os preceitos do Mestre que reconciliar-se com os oponentes é reconhecer-lhes, acima de tudo, o direito de opinião, harmonizando-nos com todos os que nos perseguem e caluniam, anotando suas qualidades e desejando sinceramente que triunfem nas tarefas cuja execução reprovam. Entendemos, portanto, quando o Mestre nos recomenda a reconciliação, o mais cedo possível, com o nosso adversário, que não é apenas evitar as discórdias da vida presente, mas também conter a sua perpetuação em existências futuras.

Portanto, é imprescindível mudarmos a forma de olhar esses irmãos, aprendendo a distinguir, nas reprimendas e nas críticas que nos dirigem, aquilo que seja útil e construtivo, prosseguindo, desta forma, no caminho que a vida nos situou. Recordando sempre que os antídotos para o veneno da injúria são a paz do silêncio e o socorro da prece.

Jesus jamais nos induziu ao revide, mas incentivou-nos a orar por todos os desafetos, fazendo-nos entender que eles já carregam consigo bastante sofrimento. Em razão disso, o meigo Rabi ensinou: “Amai os vossos inimigos; bendizei os que vos maldizem; orai por aqueles que vos perseguem e caluniam; perdoai setenta vezes sete vezes e ofertai amor aos que vos odeiam.” Mateus, 5:44.

Assim sendo, diante da ofensa de um companheiro, não nos entreguemos a reações descabidas, refletindo nas ocasiões em que teríamos igualmente ferido os semelhantes, auxiliando também aquele que se faz instrumento de nossa dor, através do esquecimento de todo o mal, a fim de que ele se restaure.

É necessário relembrar que a lamentação inútil enfraquece o otimismo, gerando desconfiança e perturbação; a irritação abate as forças da alma, trazendo exaustão prematura, e a mágoa anula a esperança, arrasando possibilidades de trabalho. Poderemos entender, então, que quando alguém nos insinua a extensão da maledicência nas teias do julgamento precipitado, ou quando surgem desavenças e ressentimentos, usemos a palavra que dulcifica e acalma para o bem de todos, procedendo sempre com bondade, perdão, paciência e serenidade.

Em vista disso, é importante não conservar aversões e desamor na alma, perdoando incondicionalmente e recordando que também trazemos conosco imperfeições e fraquezas. Assim, chega em nossa mente o momento em que Jesus, crucificado pela perseguição gratuita, rogou a Deus ante os algozes: “Pai, perdoa-lhes porque, ainda, não sabem o que fazem.” Lucas, 23:34. Deixou os ofensores nas inibições próprias a cada um, sustentou em si a luz do amor que dissolve toda sombra, e nos impulsionou à conquista da luz imortal.

O Mestre não nos impele tão somente a beneficiar os que nos ferem, mas igualmente proteger a sanidade mental do grupo em que fomos chamados a atuar e servir, imunizando os companheiros do contágio do pesar e do queixume, sustentando a tranquilidade e a confiança de todos.

Se somos filhos de Deus e irmãos em humanidade, é importante procurarmos compreender que toda e qualquer inimizade, quando alimentada, é contrária à Lei de Amor, trazendo atribulação de consciência. O Pai é sábio em Suas leis, permitindo que passemos por fases de carência que acabem por favorecer tais aproximações, as quais devem ser aproveitadas de forma hábil e consciente com a utilização, se preciso, do auxílio de terceiros.

A paz, o concurso fraterno e o contentamento em fazer o melhor que pudermos, são obras morais que pedem serviço edificante. Lembremo-nos, acima de tudo, de que perdoando, a bênção de Deus consegue descer até as lutas da alma, e, assim, a alma consegue elevar-se para a bênção de Deus.

Recolhamos os dons divinos da claridade evangélica, amar e perdoar, construindo o bem e a paz, esposando ostensivamente a vida cristã, no estudo da teoria e no esforço de sua aplicação.

Se possuímos a luz da claridade, por que não lhe seguir a rota de luz?


- XAVIER, Francisco Cândido. Palavras de Vida Eterna. Pelo Espírito Emmanuel. 35.ed. Uberaba: Editora Comunhão Espírita Cristã, 2010. p. 33, 58, 238 e 327.

- KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 365.ed. Araras: IDE, 2009. Capítulo 10, Reconciliar-se com os adversários.

- SILVA, Saulo Cesar R [coordenação]. O Evangelho por Emmanuel Segundo Mateus. 1.ed. Brasília: FEB, 2016. p. 149, 153 e 164.