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Jornal O Clarim • Março 2019
Em memória de Kardec Há 150 anos o Codificador deixava o plano físico
Redação
oclarim@oclarim.com.br
01/03/2019

Jamais poderemos dissociar o Espiritismo da imagem de Allan Kardec. Ainda que estejam equivocados aqueles que, por desconhecimento ou descaso, classificam-no como fundador ou idealizador da Doutrina Espírita, seria de infinita irresponsabilidade de nossa parte afirmar que o Espiritismo existiria mesmo sem a intervenção do nosso insubstituível Codificador.

Já paramos para pensar nesta palavra? Este substantivo, derivado do verbo codificar, classifica o sujeito que é capaz de “reunir numa só obra textos, documentos, extratos oriundos de diversas fontes; coligir, compilar”.

Portanto, não se pode imaginar que a um trabalho tão amplo de investigação, do qual se originou o Espiritismo, seria designado alguém despreparado intelectual e moralmente, sem as necessárias virtudes que o esforço do empreendimento exigiu.

Kardec legou à humanidade uma interpretação revitalizada de como devemos entender o pensamento religioso. Este não é inimigo da ciência, muito menos da filosofia, atualizando-se conforme o aparecimento de novas descobertas; não é fechado em si e deve conversar com todas as áreas do conhecimento humano, agregando a elas a visão da ética, da moral e da valorização da vida; entende que a fé precisa ser raciocinada e não submissa; que não existem hierarquias, pois se hoje estamos em posição de domínio, amanhã poderemos ter de receber ordens, se hoje temos privilégios, amanhã poderá nos faltar o básico; por fim, que Deus não é rancoroso, vingativo, não concede regalias ou escolhe favoritos, e que tudo é fruto das escolhas que fizemos, boas ou más.

Apraz-nos a constatação de que a cada dia o Espiritismo ganha mais e mais respeito e desbrava novas fronteiras. Em abril próximo esta venerável doutrina completará 162 anos de existência. E vejam: assim como muitas outras inconfundíveis personalidades da nossa História, tal qual Jesus, Allan Kardec não precisou de muito tempo para executar um trabalho de grande valor.

Em 1854, após presenciar pela primeira vez o fenômeno das mesas girantes, assim se expressou o então Prof. Rivail: “Eu me encontrava, pois, no ciclo de um fato inexplicado, contrário, na aparência, às Leis da natureza e que minha razão repelia. Nada tinha ainda visto nem observado; as experiências feitas em presença de pessoas honradas e dignas de fé me firmavam na possibilidade do efeito puramente material, mas a ideia, de uma mesa falante, não me entrava ainda no cérebro.”[1]

E mesmo que a ideia “não entrasse no cérebro”, ele não a refutou ou a ridicularizou. Ao contrário, no ano seguinte começou a investigá-la de fato e, a partir daí, menos de dois anos depois, dava à publicidade O Livro dos Espíritos, sua obra inaugural, já sob o pseudônimo Allan Kardec. Desencarnado aos 65 anos em 31 de março de 1869, portanto há 150 anos, o Codificador se utilizou de aproximadamente 14 anos — apenas isto — para organizar um vasto material de estudo e reflexões acerca das realidades da vida, em seus âmbitos material e espiritual. E o mais importante: desmistificando-as e integrando-as, possibilitando ao ser humano a assimilação de que existe um propósito nesta vida, que não começa nem termina no curto intervalo de algumas décadas sobre o solo da Terra.

Após sua desencarnação, assim escreveu o Sr. Pagès de Noyez, no Journal de Paris, de 3 de abril de 1869[1]:

“Aquele que por tão longo tempo ocupou o mundo científico e religioso sob o pseudônimo de Allan Kardec, chamava-se Rivail e morreu na idade de 65 anos.

“Vimo-lo deitado num simples colchão, no meio da sala das sessões a que há tantos anos ele presidia; vimo-lo com o semblante calmo como se extinguem aqueles a quem a morte não surpreende e que, tranquilos quanto ao resultado de uma vida honesta e laboriosamente preenchida, imprimem como que um reflexo da pureza de sua alma sobre o corpo que abandonaram. (...)

“É difícil praticar o bem sem chocar os interesses estabelecidos. O Espiritismo destrói muitos abusos, reanima muitas consciências doloridas, dando-lhes a certeza da prova e a consolação do futuro. (...)

“Não é mais o sepulcro de um homem, é a pedra tumular enchendo esse imenso vácuo que o materialismo cavara aos nossos pés e sobre o qual o Espiritismo esparge as flores da esperança.”


1. KARDEC, Allan. O que é o Espiritismo. Biografia de Allan Kardec. 56.ed. Brasília: FEB, 2013.