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Revista Internacional de Espiritismo • Março 2019
A mágoa (para reflexão) Configura-se verdadeira ferida para a alma, deteriorando-a
Marcial Jardim

01/03/2019

Durante a nossa jornada encarnatória, somos incondicionalmente impelidos a vivenciar inumeráveis experiências que, aos poucos, vão compondo e enriquecendo o nosso acervo espiritual.

Face às constantes arremetidas da vida, é comum deixarmo-nos convencer e iludir pelos apelos efêmeros e falaciosos do mundo, sentindo-nos consequentemente propensos a posicionar-nos com base no conhecimento adquirido.

Displicentes quanto à realidade do Espírito imortal, incontáveis seres humanos se encontram à deriva dos ensinamentos de Jesus e, como consequência, se veem frequentemente acossados, importunados, atribulados frente aos ditames da vida, desconhecendo que, na maioria das vezes, eles próprios foram se tornando os artífices de suas conquistas ou de suas derrotas.

Nos dias de hoje, surpreendidos pelo avanço preocupante das doenças de características diversas, as criaturas humanas se sentem temerosas quanto ao amanhã, diante das evidentes possibilidades de virem a enfermar-se. Por isso, com o propósito de prevenirem-se a esse respeito, dirigem-se, com certa assiduidade, aos consultórios médicos em busca de diagnósticos ou procedimentos que venham aliviar ou eliminar os sintomas físicos que as estão incomodando.

Enquanto a ciência procura incessantemente encontrar os lenitivos e a cura para os males do corpo que assolam a humanidade, não consegue, apesar de seu louvável empenho, detectar com a devida precisão os males do Espírito que se encontram presentes em nossas almas.

Sabemos que expressivo número de seres humanos se encontra distanciado dos aconselhamentos de Jesus, ignorando, consequentemente, que muitos dos males presentes em suas indumentárias físicas têm origem em suas próprias desarmonias espirituais.

Enquanto vícios como o tabagismo, o alcoolismo, a dependência de drogas proliferam livremente em nossa sociedade distraída, causando prejuízos por vezes irreversíveis a seus usuários, por outro lado o orgulho, a soberba, a vaidade, a inveja, o revide, a mágoa, entre outras desvirtudes íntimas enfermam as almas relapsas, descompromissadas com o Cristo, desestabilizando-as e provocando desajustes no corpo somático, o que acaba por adoecê-lo, muitas vezes ceifando-lhe a vida.

Em face de tudo o que fora dito até agora, sentimo-nos oportunamente induzidos a reportar-nos ao passado longínquo, quando Jesus se encontrava entre nós.

Assim, durante o seu injusto martírio na cruz, elevou o pensamento a Deus, dizendo, suplicante:

“Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem.”

Em outra passagem, o Mestre nos deixou um ensinamento de imensurável valor ao responder a seguinte pergunta que o apóstolo Pedro lhe fizera:

“Senhor, quantas vezes terei de perdoar o meu irmão quando ele pecar contra mim?”

E Jesus lhe dissera:

“Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete vezes.”

Assim sendo, ficara patente a importância do perdão em nossas vidas de relação, motivando-nos a vivenciá-lo no nosso cotidiano, para que venhamos a encontrar a paz que tanto almejamos, seja em nossas mentes e seja em nossos corações.

Também é notório que Jesus, em sua divina sabedoria, tinha pleno conhecimento de que a desvirtude conhecida por mágoa se encontrava presente, profundamente enraizada na intimidade dos encarnados e desencarnados que, naquela época, jornadeavam na Terra. Antevia, assim, que esta chaga mental haveria de espargir-se ao longo do tempo, vindo a assumir, tal como ocorre na atualidade, patamares jamais atingidos antes.

Enredadas pelas responsabilidades múltiplas do dia a dia, as criaturas humanas, predominantemente egoístas, tendem, no seu convívio social e profissional, a criar, devido ao seu procedimento egotista, mágoas e ressentimentos junto a seus pares, provocando, como consequência, possíveis atritos, desavenças, inimizades.

Como, na maioria dos casos, não estão habituadas a pedir perdão e a perdoar, permanecem com a mágoa incrustrada, cristalizada — às vezes por longo tempo — em sua indumentária espiritual, ensejando o provável surgimento de algum tipo de enfermidade.

Espíritas que somos, não temos nenhuma dúvida a respeito destas considerações.

Com o propósito de ilustrar o que acabamos de narrar, destaquemos a seguir um importante testemunho espiritual, constante do livro 1/3 da vida, psicografado pelo médium Wanderley Oliveira, assessorado pelo Espírito Ermance Dufaux.

Nele, assim está relatado:

“Com operações muito semelhantes ao passe, observou-se que o corpo mental inferior da jovem se deslocou alguns centímetros para cima, como se agora tivéssemos duas Valérias, uma em cima da outra. A de cima, manifestação do seu corpo mental inferior, era mais etérea, lembrava uma imagem holográfica flutuando. A de baixo, o perispírito, era mais densa e com contornos mais nítidos aos nossos olhos.

“Quando aquele deslocamento foi feito, imediatamente começou a sair do chacra cardíaco, no perispírito, uma grande quantidade de matéria de cor avermelhada que se parecia com sangue. Era a matéria mental da mágoa, se derramando em doses impressionantes. Não é sem razão que a mágoa é como uma ferida no coração.

“Dois auxiliares pegaram espátulas e gazes e começaram o serviço de assepsia com rigoroso cuidado, depositando toda aquela matéria viscosa em potes apropriados e com rótulos. O cheiro obrigou a todos o uso de máscaras. Não há melhor comparação para aquele cheiro que carne estragada, pois é isso que a mágoa faz com os corpos sutis, ela os deteriora. Cria células espirituais com vida própria que, com o passar do tempo, podem se materializar na corrente sanguínea e construir alguns tipos de câncer mais conhecidos.

“Aquele caso de Valéria era típico dos serviços de assepsia: tão jovem, com vinte e poucos anos, e já gravemente adoecida.”

Este alerta, em forma de impactante e esclarecedora narrativa, induz-nos a refletir e a penetrar profundamente no recôndito das nossas almas, visando a conhecê-las na mais íntima das suas essências espirituais.

Na eventual hipótese de que a mágoa, esta ferida da alma, se encontre rondando a nossa intimidade, tentando nela introduzir-se, vindo a comprometer o nosso amanhã, busquemos o aconchego do coração de Jesus, quando lá atrás nos brindou com este sábio e amoroso conselho:

“Perdoar, perdoar sempre!”