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Revista Internacional de Espiritismo • Março 2019
Há 150 anos desencarnou Allan Kardec O que temos dito diante da memória do Codificador?
Rogério Miguez
rogmig55@gmail.com
01/03/2019

No dia 31 de março de 1869, atarefado com as suas muitas responsabilidades, trabalhando como sempre, em plena atividade, vitimado pela ruptura de um aneurisma, segundo biógrafos, retornou ao plano da vida real mais um vencedor do mundo, outro destacado Espírito que soube com maestria cumprir os desígnios que lhe foram assinalados. E não foram poucos: revelar para a humanidade as leis fundamentais da vida, e de posse destas, cada qual pode agora erigir a própria salvação, ou seja, pavimentar o caminho seguro que leva aos braços do Criador.

Que responsabilidade lhe foi atribuída, uma tarefa hercúlea! A nossa história registra pouquíssimos capazes de enfrentar desafios semelhantes, isto é, viver uma vida profícua, dedicando seu tempo a ensinar, ajudar, esclarecer, apoiar, não importa a quem, em suma consolar.

O caminhar espírita é consolador por excelência, e só pôde atingir está condição ímpar devido aos incontáveis e elucidativos textos grafados nesta obra literária granítica — a Doutrina dos Imortais —, equivalente a um monumental edifício de sabedoria construído com os tijolos da averiguação e experimentação, cuidadosamente moldados e arranjados por este dedicado construtor, o singular filho de Lyon.

Livros, livros e mais livros, um pouco mais de duas dezenas de obras voltadas a descrever como funcionam as leis divinas: um tanto de ciência, adequado ao patamar de conhecimento da época; um pouco de princípios básicos que nos regem e muita filosofia. Dentro desta última, diretrizes precisas esmiuçando as noções da moral e da ética, os dois pilares com a capacidade de, se bem exercitados, sustentar-nos em face de qualquer desafio apresentado pela vida.

Precisamos de algo mais? Há necessidade de alguma complementação, como alguns levianamente sugerem? Cremos que não, pois os rumos a trilhar foram cuidadosamente apontados; as leis morais estabelecidas, melhor dizendo, relembradas, pois já haviam sido exemplificadas pelo Excelso Filho do Homem; todas as questões existenciais foram plenamente respondidas; os alicerces da verdadeira religião delineados, aquela detentora do poder de reconduzir o homem naturalmente ao Deus Único. Basta-nos viver esta Doutrina esplendorosa, corpo de preceitos fundamentais, permitindo-nos, Espíritos imortais que somos, passar a viver a verdadeira vida, segundo os propósitos do Pai, e experimentando a exuberância da vida, naturalmente deixamos a condição de apenas existir, como muitos ainda o fazem em pleno século XXI.

Diante de tão grandiosos ensinamentos, tantas vezes pensados e reavaliados, para em seguida serem aprimoradamente registrados pelo Eleito de Lyon, perguntamo-nos: e agora?

Usemo-los, vivamo-los, deixemo-nos invadir por estas proposições revolucionárias do ponto de vista científico, filosófico e religioso, simplesmente ajamos conforme o que nos foi oferecido por este incansável trabalhador da vinha.

É tão natural, tudo é tão claro, não há mistérios, tampouco propostas ocultas reservadas aos mais graduados, muito menos hierarquia. Sim! Está tudo ao alcance de qualquer um, sem privilégios, basta empenhar-se em ler, estudar, folhear, manusear com devoção os compêndios espíritas e um novo horizonte se abrirá, apresentar-se-á, pleno, convidativo, para quem buscar com sinceridade e empenho esta iluminação íntima.

Este conjunto de preceitos foi construído pelo trabalho dedicado de Allan Kardec, ajudado por outros Espíritos superiores; assim expressamo-nos, pois, cremos ser o Codificador também um integrante da ordem dos Espíritos superiores; e principalmente pelo Mestre dos mestres, Rei dos reis, Príncipe da Luz, Jesus, o Cristo de Deus. Todos se esforçaram para oferecer-nos esta dádiva conhecida por Doutrina dos Espíritos.

Seria este ano começante uma boa oportunidade para nos lançarmos na vinha e trabalharmos de sol a sol, não olhando para a retaguarda, sem reclamos, queixas, murmúrios, desvios? Algo nos impede? Detém-nos? O nosso passado? A nossa sombra!?

Certamente agimos sem rumo em vidas anteriores, enlouquecidos e embriagados pelos convites mundanos das propostas materialistas, e agora estas tendências negativas construídas pela nossa incúria nos importunam, convidando-nos a repetir condutas tresloucadas e despropositadas. É hora de sair da inércia e, resolutos, fazer luz onde se fizer necessário, principalmente ao nosso redor, em nosso entorno. Assim agindo, logo deixaremos para trás os chamamentos antigos, as lamúrias infindáveis, o medo de avançar, a hesitação paralisante, e partiremos a passos largos em direção ao alvo final, fatal, a perfeição relativa, a plenitude!

Nada nos impossibilita, ninguém nos cerceia. Enalteçamos este valoroso Espírito, o antigo Sr. Rivail; ele igualmente deixou para trás o passado civil para adentrar definitivamente a galeria dos benfeitores da humanidade como Allan Kardec, figurando hoje, sem sombra de dúvidas, entre aqueles que souberam honrar a divina missão recebida.

Pilatos, diante de Jesus, proclamou: “Eis o Homem.” E nós outros, o que temos dito diante da memória de Allan Kardec? Seremos aqueles que nada mais fazem do que visitar o túmulo do Mestre na Cidade Luz, terra natal do Espiritismo, depositando ramalhetes de flores visando, quem sabe, agradá-lo, ou seremos os que o reverenciaremos no dia a dia através de uma vida nova, ilibada, pautada nas premissas espíritas por ele tão bem codificadas?

Cremos não haver melhor homenagem a fazer do que incorporar estes ensinos à nossa individualidade e praticá-los, exaustivamente, sem receio de nos cansarmos. Certamente o Codificador ficará exultante, felicíssimo e plenamente agradecido por tal testemunho de nossa parte.

Este particular ano assinala o momento no qual Allan Kardec estará há 150 anos aguardando que nós alavanquemos o progresso deste mundo, nosso e daqueles a nos cercar, nós, os seguidores do Espiritismo, enfileirados nas trilhas espíritas, os seus adeptos, os que optaram, talvez agora mais uma vez, por abraçar esta causa, os assim intitulados trabalhadores da última hora, os quais, entre outros, em bem desincumbindo-se de suas particulares missões, herdarão a Terra.

Façamos da codificação kardequiana uma realidade neste orbe, divulguemo-la pelos nossos exemplos, a melhor e mais eficaz forma de apresentá-la aos irmãos de jornada. Considerando não haver notícia confiável de uma possível reencarnação do Mestre neste planeta durante este período, Kardec espera pacientemente no plano espiritual que desta feita o trabalho não se perca, com pesar, como se deu na França pouco tempo após o seu aparecimento.

Os emaranhados das dúvidas, as discussões estéreis, as rotinas esdrúxulas que alguns insistiram naquela época em incorporar à prática espírita, confundindo o movimento, dividindo-o, cremos, foram os responsáveis pelo descaminho na organização espírita francesa. E hoje, nestes tempos modernos e desafiadores, outros desavisados ainda insistem em trazer “novidades” para os arraiais espíritas, incompatíveis com o Espiritismo, distorcendo, do mesmo modo, as práticas genuínas da Doutrina. Todos estes desvirtuamentos representam reais obstáculos, possibilitando da mesma maneira desfigurar e quem sabe solapar o movimento espírita brasileiro.

Não só Kardec assim o deseja, mas todos os Espíritos que colaboraram, e ainda colaboram para que o Espiritismo transforme a superfície do mundo no “paraíso perdido” tão procurado por todos.

O que temos feito para tanto? Cada qual deve responder por si mesmo, refletindo se está agindo movido pelo desejo de dominação, pela vaidade ou presunção, ervas daninhas na vinha do Senhor Jesus, deixando de lado o real objetivo da proposta espírita, qual seja, o de servir sinceramente e incondicionalmente a todos aqueles que procuram as casas espíritas, instituições construídas como possíveis unidades de disseminação dos postulados doutrinários.

O tempo urge! A transição bate às nossas portas! Soam os derradeiros clarins! Sacudamos a poeira das sandálias e partamos resolutos. Mãos à obra!