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Revista Internacional de Espiritismo • Março 2019
Desastres coletivos Editorial
Redação
oclarim@oclarim.com.br
01/03/2019

Os primeiros dois meses deste ainda novo ano nos trouxeram algumas notícias pouco felizes. Três casos de desastres coletivos no Brasil vitimaram centenas de pessoas. Referimo-nos às enchentes no Rio de Janeiro, ao incêndio no centro de treinamento do Flamengo, vitimando adolescentes, e ao rompimento de barragem que dizimou Brumadinho, chocando-nos e entristecendo-nos.

No dicionário espírita e do espírita há uma palavra que não pode constar: acaso. Ainda que seja difícil de entender e aceitar determinados desastres que assolam grupos, cidades ou regiões, precisamos ter em mente que não existem injustiças, vingança ou caprichos nos desígnios de Deus. Tudo tem um propósito.

Busquemos o que diz O Livro dos Espíritos, no Capítulo IV, Da lei de destruição:

“737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores? — Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.”

A destruição, pois, é um meio para viabilizar o progresso, já que a comoção e o engajamento em torno do desastre causa uma mobilização, uma revolução, unindo a sociedade em torno de grandes mudanças, a fim de evitar novas ocorrências similares.

Nem por isso, podemos admitir a ideia de que nada pode ser feito para evitar certas catástrofes. Na resposta à questão 741 aprendemos: “Muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. À medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os vai podendo conjurar, isto é, prevenir, se lhes sabe pesquisar as causas. Contudo, entre os males que afligem a Humanidade, alguns há de caráter geral, que estão nos decretos da Providência e dos quais cada indivíduo recebe, mais ou menos, o contragolpe. A esses nada pode o homem opor, a não ser sua submissão à vontade de Deus. Esses mesmos males, entretanto, ele muitas vezes os agrava pela sua negligência.”

Kardec magistralmente fecha o raciocínio no comentário à referida pergunta: “Que não fará, portanto, o homem pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar-se de todos os recursos da sua inteligência e quando, aos cuidados da sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento de verdadeira caridade para com os seus semelhantes?”

Fechamos com a sabedoria de Emmanuel[1]: “Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as consequências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança.”


1. XAVIER, Francisco Cândido. Autores diversos. Chico Xavier pede licença. S. Bernardo do Campo: Ed. GEEM. Cap. 19.