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Jornal O Clarim • Fevereiro 2019
Maria: nosso auxílio passa, muitas vezes, por ela... Filhos, suas mães ficaram para trás, ou estão longe, mas eu estou aqui para repará-los
Cláudio Viana Silveira
cvs1909@hotmail.com
01/02/2019

Todos os benefícios que nos chegam dos Céus e que têm origem nas nossas preces e solicitações, vêm através de Divinos Emissários, que são mais que carteiros, pois estes — os terrenos — não sabem o verdadeiro conteúdo das missivas, ao passo que os celestes convencidos estão que nossas cartinhas estão repletas de necessidades.

Lamentamos que todas as igrejas evangélicas não reconheçam Maria — tão pouco os santos em geral — como Divina Mediadora. Por outro lado, não nos impressionam todos os títulos que a Igreja mais tradicional possa lhe conceder; emociona-nos, sim, todos os cenários onde essas manifestações mediúnicas aconteceram e ante as necessidades de cada público-alvo: do índio Juan Diego em Guadalupe; dos humildes pescadores do Paraíba do Sul, onde ela apareceu; dos pequenos pastorzinhos de Fátima; de Bernadette Soubirous, lenhadora de Lourdes; de Caravaggio e do consolo a Joanetta Varoli ante as opressões do marido... Fica muito claro que os pontos de convergência são comuns e que os auxílios são homônimos. 

Em outras épocas, quando ainda frequentávamos a Igreja romana, assim que nossos filhos nasciam, os consagrávamos a Nossa Senhora Auxiliadora... Explicando: tivemos nossa educação em internatos de colégios salesianos e nos oratórios dessas escolas aprendemos a louvar e depositar todas as nossas súplicas no coração dessa Mãezinha tão querida. Quando ainda muito guri, ficávamos admirados, sem muito entender a frase em latim e com letras douradas na abóboda da nave principal da igreja matriz de nosso liceu: Maria auxilium christianorum — Maria Auxiliadora dos Cristãos. Ali estava a sua imagem, de braços abertos, como se quisesse nos dizer: Filhos, suas mães ficaram para trás, ou estão longe, mas eu estou aqui para repará-los. Crescemos, casamos, envelhecemos e tal prática não foi de todo esquecida; melhor dizendo, nada esquecida. Compreendemos, hoje, mais do que nunca a expressão e desejamos, sempre, que a Mãe de Jesus intermedeie os Divinos Favores.

Hoje engajados à Doutrina, verificamos por vários motivos que não estávamos muito longe das recomendações doutrinárias quando vemos, em diversas situações, as maternais intervenções, auxílios, rogatórias e intercessões de Maria de Nazaré:

• Maria não desejaria continuar sendo a Donzela de Iahweh[1], a que fora entregue por Joaquim e Ana no Templo para ser educada por Zacarias. Sabia através de Espíritos Luminosos que a visitavam com frequência, que o Plano de Redenção passaria, inevitavelmente, por seu ventre e por sua vida... Um destes Emissários, chamado Emmanuel, lhe diria que Espíritos celestes estão velando por ti e ficarão contigo nos momentos mais difíceis de tua vida, quando a dor vier sentar-se na porta de tua casa[1]. Explicitavam a Maria, com apenas oito anos de idade, que muitos dos auxílios aos irmãos de um Cristo que ainda nem nascera, passariam por suas mãos;

• Quando Maria visita, a serviço, a prima Isabel, que estava grávida de João Batista, ela, também grávida, entenderia a cumplicidade das duas crianças que estavam esperando... Com efusiva alegria e humildade entoa o Magnificat que no verso “Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações”[2], evidenciava que suas intervenções não seriam algo temporâneo, mas que, em todos os tempos necessitaríamos de seu Adjutorium;

• No episódio do encontro de Jesus entre os doutores, Maria mostra-se a grande tutora da humanidade, na demonstração de zelo por seu Filho que se perdera em Jerusalém... Não sabias que devo ocupar-me com as coisas de meu Pai? Perguntaria Jesus ante o zelo da Mãe. Na verdade, muitas das coisas de meu Pai seriam intermediadas por Maria;

• Em as Bodas de Caná, solícita a conviva Maria apercebe-se da falta de vinho. A intercessão é imediata: Filho, eles não tem mais vinho! E apesar do seu ministério ainda não ter começado, Jesus comove-se ante o apelo da Mãe. Estaria aqui escancarado, e da forma mais clara, o auxilium christianorum;

• Ao pé da cruz, Maria teria seu coração traspassado... Sabia ela que também esta situação fora pré-anunciada pelos Céus. Quando Jesus diz ao discípulo amado eis aí tua mãe, estaria entregando à toda a humanidade o mais carinhoso dos presentes;

• Naquela época, as casas de Nazaré... Possuíam a forma cúbica [e] eram, em verdade, grutas aproveitadas como moradia, contendo no interior, por vezes, um só compartimento, dividido em duas partes: Uma para os animais e outra para os seres humanos.[1] Numa destas moradas, o evangelista e doutor grego Lucas encontraria Maria já de cabelos grisalhos e talvez no ocaso de sua encarnação. Nessa época Maria, Mãe do Redentor, revelaria ao literato fatos até então não contados por nenhum dos contemporâneos de Jesus. Contar-lhe-ia, com toda a sua humildade, porém com responsabilidade, do papel que lhe coubera no Plano de Salvação. Deixaria claro, também, que enquanto Jesus estava em missão encarnatória, ela precisou viver na obscuridade, mas que doravante e principalmente na espiritualidade, poderia ser corredentora, em face da missão que o Filho lhe outorgara em sua derradeira hora.

Como ignorar, pois, o auxílio que nos vem por Maria? Seria como desconsiderar todos os atributos de uma mãe biológica, preocupada — e às vezes até demais — com o bem-estar de todos os seus filhos, indistintamente. Somos gratos, sempre, à Mãe de Jesus a quem um dia fomos apresentados, na distante década de sessenta... Temos absoluta certeza que de lá para cá esse Espírito Amigo não mais largou a nossa mão.

Para nós, que temos como um dos suportes da doutrina, ou um de seus pontos principais, o intercâmbio com os Espíritos, suas proteção e socorro, não podemos prescindir e nem negar que nosso auxílio passa, muitas vezes, por Ela!


1. LEAL, José Carlos. Maria de Nazaré.

2. LUCAS. Cap. I, vv. 48.