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Jornal O Clarim • Fevereiro 2019
Enfrentamentos Muito de nossos atos de agora servirão de base para a construção do processo evolutivo, não sendo fatores determinantes, tampouco finalistas para esta encarnação
Walkiria Lúcia de Araújo Cavalcante
walkirialucia.wlac@outlook.com
01/02/2019

“Se Deus houvesse isentado do trabalho do corpo o homem, seus membros se teriam atrofiado; se o houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu Espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal. Por isso é que lhe fez do trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e acharás; trabalha e produzirás. Dessa maneira serás filho das tuas obras, terás delas o mérito e serás recompensado de acordo com o que hajas feito. Em virtude desse princípio é que os Espíritos não acorrem a poupar o homem ao trabalho das pesquisas, trazendo-lhe, já feitas e prontas a ser utilizadas, descobertas e invenções, de modo a não ter ele mais do que tomar o que lhe ponham nas mãos, sem o incômodo, sequer, de abaixar-se para apanhar, nem mesmo o de pensar.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXV, itens 3 e 4)

Não por acaso somos convidados a exercitar mente e músculos na senda evolutiva. No desenvolvimento intelectual aguçamos os sentidos espirituais e no desenvolvimento físico aperfeiçoamos a matéria, ambos para futuras encarnações. Saindo do envoltório bruto das primeiras encarnações, adaptamos o molde para receber o Espírito já evoluído, vibrando em outras faixas.

A Lei de Trabalho é obra de renovação que se inicia não quando a pessoa sai a campo em busca do sustento, mas no instante em que decide “enfrentar-se”. Sofremos pressão externa, em virtude dos modismos e pela influência das pessoas que nos são próximas, a seguir esta ou aquela profissão, ter ou não determinados comportamentos profissionais e sociais.

Mas estas pressões se exercem dentro de nós também, mitologicamente representadas pela figura do anjo e do diabo que ficam um em cada ombro, soprando-nos o que devemos fazer. Mas em si, somos nós mesmos que ora ouvimos o homem velho, que nos convida a permanecer tal qual somos, ora o homem novo, que nos solicita o enfrentamento bom e salutar para a renovação e a mudança.

Verifiquem que estamos falando de enfrentamento, não de luta. Quando enfrentamos, sendo esta uma interpretação livre da terminologia, nos colocamos à frente de nossos medos, de nossos problemas e nos dispomos a não nos esconder, a ser fortes, resolutos, engajando-nos na modificação. Já ensina o dito popular que água parada cria lodo. Assim acontece conosco quando não nos movimentamos neste processo de mudança interior: ficamos estagnados pela psicosfera inferior. São os miasmas que encontramos tão bem descritos nas obras de André Luiz.

A luta denota guerra, briga, e este não é o objetivo de uma proposta renovadora de almas, como é a Doutrina Espírita. Mas para haver renovação, devemos trabalhar. Por isso que trouxemos esta passagem do Evangelho. Principalmente, precisamos nos ajudar. A cada um segundo suas obras. Para obter ajuda do Alto temos de fazer a nossa parte diante da criação. Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará, já nos orientou Jesus.

Nisso surgem os enfrentamos. Por alguns momentos, nos colocamos em posição de educadores de nós mesmos, vamos ao mundo, buscamos informações novas e fazemos o mergulho interior com o aprendizado adquirido. Encontramos toda uma estrutura já convencionada e solidificada, que precisa ser trabalhada e modificada no arcabouço do entendimento evangélico-espírita do porvir que nos aguarda. Construindo agora o que no futuro colheremos. Muitos de nossos atos presentes servirão de base para a construção do processo evolutivo, não sendo fatores determinantes, tampouco finalistas para esta encarnação.

Nisto também se constitui nossa dúvida e vacilação diante de escolhas que fazemos entre o que se oportuniza como sendo o melhor agora, ou o melhor para nós como criaturas espirituais que nos encontramos encarnadas. Nem sempre escolheremos o melhor para o Espírito, mas mesmo diante das decisões que nos levam a patamares inferiores, extraímos o aprendizado que nos proporciona o dever agir retamente em outras oportunidades.

Sendo a encarnação humana cíclica e proporcionadora de situações de saneamento físico-espiritual, as oportunidades que hoje entendemos como não abraçadas renovar-se-ão, talvez não na mesma perspectiva, tampouco com os mesmos personagens, mas com certeza sob o mesmo objetivo.

Os enfrentamentos são necessários para que possamos evoluir. Se escolhermos ficar parados nos defrontaremos com o vento que tocará nossa face. Nunca estaremos à margem na criação divina, pois somos partícipes na obra do Pai. Então, que possamos escolher e fundamentar as nossas buscas interiores e exteriores. Que os nossos medos em alçar voos mais altos na evolução, seja material ou espiritual, não nos prendam os pés.

Somos filhos de Deus, herdeiros do Pai. Podeis fazer o que faço e muito mais, já nos assinalava Jesus. Muito provavelmente desagradaremos alguns, talvez não correspondamos às aspirações dos nossos familiares, irrevogavelmente conflitos se estabelecerão em nós. Situações todas esperadas pelo momento que vivemos e, principalmente, diante da busca evolutiva que estamos fazendo. Que não desistamos. O Mestre Jesus está no leme. Confiemos nele e prossigamos!