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Jornal O Clarim • Fevereiro 2019
Juventude e mediunidade As questões da juventude ainda não são muito bem entendidas e pouco trabalhadas no movimento espírita
Frederico Sales da Silva
fredericosaless@gmail.com
01/02/2019

O movimento espírita apresenta inúmeros campos de trabalho: assistência social, reuniões mediúnicas, estudos, palestras, entre outros. Em meio a tantas opções, fica até um pouco difícil escolher em qual delas nos daremos bem.

Aliado a isso, existe a pressão em cima do jovem de assumir um trabalho dentro da casa espírita, especificamente o trabalho mediúnico. Aqui tentarei desenvolver melhor a ideia do porquê esse tipo de atividade é tão exigido pelos adultos aos jovens, e por quais razões os jovens ficam um tanto receosos em assumi-lo.

O período da juventude é regado de muitas sensações e sentimentos, uma vez que sofremos uma descarga de hormônios que causam essas alterações de humor. Além disso, temos a questão espiritual, pois sabemos que nessa fase da vida tomamos mais consciência de nossas tendências e daquilo que somos, e conjuntamente há uma abertura espiritual mais acentuada. Portanto, é comum experimentar sensações que podem ser ou não mediúnicas, e é aí que se causa muita confusão e erro.

Isso acontece porque, na verdade, enquadramos na mesma situação dois tipos de jovens: os que têm o germe da mediunidade junto daqueles que não têm. Os primeiros dizem respeito aos que apresentam fenômenos mediúnicos autênticos, que são sensibilizados nos seus sentidos pelos Espíritos, e que com estudo e atenção bem empregados darão frutos nesse campo; já os segundos são os que apresentam fenômenos que são confundidos com mediunidade — mas com o estudo do Espiritismo sabemos que não são — como arrepios, mal-estar, pesadelos, pensamentos e coisas do tipo. Embora estes últimos não sejam jovens com o germe da mediunidade, eles podem vivenciar fenômenos mediúnicos, no entanto, limitam-se a episódios restritos que cessam com o passar do tempo. Além disso, os fenômenos podem ser, simplesmente, reflexos dessa fase tão conturbada do desenvolvimento humano, e com ajuda psicológica e médica podem ser facilmente resolvidos.

Tal confusão decorre de uma possível falta de conhecimento da nossa parte no que diz respeito às questões da juventude, uma vez que são pouco trabalhadas no movimento espírita. Em vista disso, é de grande importância nos atentarmos a essa problemática, a fim de que as casas espíritas possam instruir seus jovens da melhor maneira possível a respeito da mediunidade.

Por outro lado, os jovens são receosos quando o assunto é mediunidade e a responsabilidade de assumir um compromisso tão importante. Eles estão vivendo um período que apresenta várias atribulações, que dificultam aos jovens incumbir-se desses assuntos. Exemplos disso são dilemas como: futuro acadêmico, profissional, família e relacionamento, que tornam mais difícil qualquer tomada de decisão.

Não estamos falando que o jovem deve isentar-se das responsabilidades espirituais, mas que talvez seja melhor primeiro ele estruturar-se, tanto pessoal como profissionalmente, para depois conseguir dedicar-se melhor ao propósito para o qual foi chamado, e isso não é somente na seara mediúnica, mas em qualquer outro trabalho dentro da casa espírita.