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Revista Internacional de Espiritismo • Fevereiro 2019
Mediunidade e credibilidade Editorial
Redação
oclarim@oclarim.com.br
01/02/2019

Temos observado nos últimos meses lamentáveis episódios envolvendo abusos por parte de médiuns, despertando nossa atenção e suscitando dúvidas a respeito de quais atos podem ser admitidos em uma postura mediúnica equilibrada, fraterna e responsável, mesmo que não nos refiramos a um médium espírita, pois que nem todos o são.

Nesse ínterim, mesmo que a mediunidade não seja uma exclusividade da Doutrina Espírita, fica evidente a importância do estudo e a plena compreensão dos mecanismos mediúnicos, um dos pilares fundamentais do Espiritismo e meio investigado e utilizado por Allan Kardec para organizar os princípios da Terceira Revelação.

Cremos que o ponto de partida para o combate a práticas duvidosas, misticismos e o despertar do senso crítico é o conhecimento de que os médiuns não são seres especiais ou perfeitos, mas estão em aprendizado e são devedores e imperfeitos como todos os demais encarnados. Se estamos neste mundo tão atrasado, de provas e expiações, é o primeiro e evidente sinal de que ainda engatinhamos na jornada evolutiva.

Dessa forma, configura-se absurda qualquer idolatria que se pregue a outro ser humano, atribuindo-lhe infalibilidade e poder de guiar nossas trajetórias. A própria inveja que por vezes cultivamos de grandes e respeitados médiuns mostra a nossa falta de conhecimento a respeito das renúncias, responsabilidades e disciplina a que eles se submetem. Será que estamos preparados para enfrentar desafios dessa magnitude?

Antes de nos encantarmos com a assinatura, é primordial refletir sobre o conteúdo, pois que todos estamos sujeitos a deslizes, ainda que nossa intenção seja honesta e queiramos promover o bem. Quando ignoramos essa premissa e caímos na invigilância, nos permitimos sofrer as consequências de uma aceitação dogmática, misteriosa, fantástica, excluindo de nossas ponderações o caráter racional que sempre guiou e guiará os enunciados espíritas.

E qual a solução para eliminar tais aberrações mediúnicas? Enfatizamos novamente: o estudo. E acrescentamos: a divulgação. Sem estudo jamais poderemos formar uma base lógica de raciocínio que nos permita avaliar e separar, com critério, o que é joio e o que é trigo. No entanto, o conhecimento não pode permanecer enclausurado e é fundamental que se espalhe a todos os cantos e encontre as mentes ansiosas em absorvê-lo. Por isso a importância das palestras, seminários, congressos, encontros, livros, jornais, revistas, programas audiovisuais e outras plataformas em que exista a possibilidade de discutir, franca e seriamente, a Doutrina Espírita.

Neste mês em que a RIE completa 94 anos de existência, sustentando o belíssimo ideal de Cairbar Schutel e compondo, junto a tantos outros abnegados veículos de divulgação, um oásis rodeado por um deserto de desesperança, incorporemos para nós a responsabilidade de sermos partícipes da renovação social, impulsionando a regeneração dos nossos atos e pensamentos por meio do esclarecimento e da fraternidade. Não podemos fechar os olhos e aceitar posturas incongruentes com a ética, a moral e a caridade, pois nos tornaríamos cúmplices da barbárie.

A Doutrina Espírita é consoladora e nós também precisamos agir desta forma, promovendo a esperança.