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Jornal O Clarim • Janeiro 2019
Narcisismo e individualismo O cultivo por tudo que proporciona a separação e a disjunção entre as pessoas parece preponderar nos tempos modernos
Sérgio Aparecido Alvim
alvim01@hotmail.com
01/01/2019

“Há doentia demanda pela autopromoção com esquecimento significativo da reflexão, da beleza interior, da harmonia, que são fatores básicos para a real conquista do bem-estar.”[1]

O Criador nos fez “simples e ignorantes”, e nos projetou na estrada do aprimoramento espiritual para que todos nós, Suas criaturas, crescessem e evoluíssem juntas. Ainda, para que a Sua majestosa justiça se alicerçasse em nós, Deus nos concedeu a liberdade de escolha para que pudéssemos participar mais intensamente de Seu projeto divino.

Entretanto, antes de mergulhar nas experimentações que a razão foi capaz de nos proporcionar, viajamos pelos reinos que antecedem ao hominal a fim de que tivéssemos em nossa consciência, como seres espirituais, uma trajetória mais segura, incorporando experiências em todas as dimensões de criadas pelo Senhor do Universo. Dessa forma, teríamos uma pequena noção do que Deus, nosso Pai, tem preparado para cada individualidade.

“O progresso é uma das leis da Natureza; todos os seres da Criação, animados ou inanimados, a ele estão submetidos pela bondade de Deus, que quer que tudo engrandeça e prospere.”[2]

No entanto, com o passar dos séculos, o sentimento de individualismo parece que vem despertando mais atenção e interesse entre os que caminham pelo solo santo da Mãe Terra. O cultivo por tudo que proporciona a separação e a disjunção entre as pessoas parece preponderar nos tempos modernos. A perda da percepção pela presença e pelas necessidades alheias parece estar entre nós, de uma forma nada sutil, mas com um efeito de cegueira tal que nos impede, em várias oportunidades, de vislumbrar um irmão que muitas vezes, ao nosso lado, clama por socorro, proporcionando-nos grandes oportunidades de trabalho edificante.

Nestes momentos cruciais em que a nossa Mãe Terra passa por suas mudanças indispensáveis, faz-se necessário observar que quando fechamos nossos olhos ao infortúnio alheio, e tapamos nossos ouvidos ao clamor de socorro daqueles que dividem conosco o milagre da vida, estamos nos conduzindo por caminhos onde é desconhecido o sentimento de misericórdia. Este sentimento que Jesus tanto deseja que cada um de nós conheça, cultive e usufrua de seus resultados balsamizantes. Chegará o momento em que cada um de nós será chamado para o verdadeiro testemunho de fé e coragem diante da nossa “companheira indispensável”, a dor.

Todavia, equivocadamente, preferimos trilhar pelo caminho da individualidade, fixando metas e objetivos, mas todos direcionados a nós mesmos. Deixamos, assim, de perceber a grandiosidade de nossa missão enquanto pelejamos pelo organismo físico, no momento em que podemos lograr das grandes oportunidades de crescimento espiritual. Nestes instantes de escolhas equivocadas, não percebemos também que o tempo escoa diante de nossos olhos, da mesma forma que não percebemos a transformação de nossas faculdades físicas. Gradativamente nos colocamos em posição na qual, um dia, poderemos nós ser os necessitados da misericórdia alheia.

“A falta, porém, do amor no ser humano, torna-se grave problema existencial que o conduz ao desespero mesmo que silencioso, ao sofrimento desnecessário que poderiam ser resolvidos no aproximar-se um do outro com objetivo destituído de lucro.”[1]

Porém, se estamos envolvidos na infinita misericórdia, justiça e bondade divina, que elegeu Jesus como nosso Modelo e Guia e que ainda nos enviou o Seu Consolador para que pudéssemos mergulhar mais profundamente nas belas lições de Seu Evangelho, hoje, com muito mais condições de compreensão, temos a consciência da existência da reencarnação, verdadeira bênção que nos possibilita aparar as arestas que precisam de ser aparadas. 

Vivemos mais esperançosos hoje, pois sabemos ser possível planejar o futuro agora, uma vez que a vida nos convida, através das vicissitudes, à autoanálise, para que possamos sinceramente sair de nós, emergir para novas possibilidades de trabalhos e mudanças, percebendo algo além de nossa individualidade.

Compreendemos francamente que as mais belas coisas da vida são aquelas criadas pelo Pai do Universo, e que se todos estamos inseridos neste contexto divino, é para que lutemos heroicamente, fazendo com que a luz de Deus em nós brilhe e cresça ainda mais. Assim, nossa verdadeira beleza, aquela que se encontra latente, pode resplandecer, justificando mais intensamente a beleza de Deus, presente indistintamente em todas as criaturas.

 “É inevitável que o narcisismo ceda lugar, na criatura do futuro, nesse vir-a-ser que se desenha no porvir, sendo substituído pela fraternidade que vigerá nas mentes e nos corações como passo inicial para a plenitude do amor que tanta falta faz á civilização hodierna.”[1]


1. FRANCO, Divaldo Pereira. Atitudes renovadas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Tempos narcisistas.

2. KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. III, item 19.