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Revista Internacional de Espiritismo • Janeiro 2019
Um céu novo e uma nova terra Jesus Cristo se mantém firme no leme desta enorme e bem-aventurada nau chamada Terra!
Fabio Dionisi
fabiodionisi@terra.com.br
01/01/2019

“1. Vi então um céu novo e uma nova terra — pois o primeiro céu e a primeira terra se foram, e o mar já não existe. 2. Vi também descer do céu, de junto de Deus, a Cidade santa, uma Jerusalém nova, pronta como uma esposa que se enfeitou para seu marido. 3. Nisto ouvi uma voz forte que, do trono, dizia: ‘Eis a tenda de Deus com os homens. Ele habitará com eles; eles serão o seu povo, e ele, Deus-com-ele, será o seu Deus. 4. Ele enxugará toda lágrima dos seus olhos, pois nunca mais haverá morte, nem luto, nem clamor, e nem dor haverá mais. Sim! As coisas antigas se foram!’ 5. O que está sentado no trono declarou então: ‘Eis que eu faço novas todas as coisas’ (...). 6. Disse-me ainda: ‘Elas se realizaram! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim; e a quem tem sede eu darei gratuitamente da fonte de água viva. 7. O vencedor receberá esta herança, e eu serei seu Deus e ele será meu filho. 8. Quanto aos covardes, porém, e aos infiéis, aos corruptos, aos assassinos, aos impudicos, aos mágicos, aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua porção se encontra no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte’.” (Apocalipse, 21: 1-8)

A renovação do planeta é um elemento muito comum na literatura apocalíptica, tanto que encontramos referências em Isaías, 65:17 e 66:22, Mateus, 19:28, Atos, 3:21, 2 Pedro, 3:13; ou seja, antes mesmo da visão de João Evangelista, ela havia sido anunciada.

“Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão.” (Isaías, 65:17)

“Jesus lhes disse: ‘Digo-lhes a verdade: Por ocasião da regeneração de todas as coisas, quando o Filho do homem se assentar em seu trono glorioso, vocês que me seguiram também se assentarão em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.’” (Mateus, 19:28)

“O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio.” (Atos, 3:21)

Quanto à transcrição acima, o primeiro versículo refere-se à Terra após sua renovação, em outras palavras, após a sua transição; tanto que o último versículo anuncia que os não eleitos já se encontram no lago ardente de fogo e enxofre, isto é, nos mundos primitivos.

E o que será que João quis dizer com: “O primeiro céu e a primeira terra se foram, e o mar já não existe. Vi então um céu novo e uma nova terra?”

Segundo Cairbar Schutel, após os déspotas encarnados e os Espíritos senhores das trevas terem aniquilado nosso orbe, ao vidente de Patmos aparece ‘um novo céu e uma nova Terra’. Com suas camadas atmosféricas purificadas, livre dos Espíritos perturbadores, que instigavam o orgulho, o egoísmo, a desunião e a discórdia, o mundo invisível que envolve a Terra se renovará, novamente tornando-se somente a morada dos justos. Da mesma forma, também o mundo físico, atingindo um grau de depuração muito avançado, e uma vez retirados daqui os materialistas, os ladrões, os déspotas, os assassinos, os sensuais etc., que serão arrastados para mundos inferiores, tornar-se-á, consequentemente, uma Terra nova. De um planeta de provas e expiações, converter-se-á numa escola superior. Desta forma, teremos uma Terra renovada, com seu espaço espiritual purificado, e as duas humanidades (visível e invisível) orientadas por N. S. Jesus Cristo. Obedecendo somente à sua direção, estabelecer-se-á, neste mundo, o Reino de Deus[1].

O versículo 2 anuncia a Nova Jerusalém. Numa primeira leitura pode ser interpretado como o anúncio da constituição de um novo reino: o de mundo de regeneração; porém, numa segunda, mais atenta, compreenderemos de que se trata de todo o plano espiritual vinculado ao nosso planeta, já purificado, uma vez que lá também se converterá num mundo de venturas, com suas belas colônias e cidades espirituais, deixando de existir o umbral e as trevas e os seus abismos.

“A Nova Jerusalém, a Jerusalém Celestial, é o Mundo Invisível, com todos os seus esplendores, que foi mostrado ao vidente pelo Espírito. A sua descrição, o seu brilho, a sua magnificência (...), denunciam bem um Reino Espiritual. O fato por ele lembrado, que ‘a cidade não precisa nem do sol nem da lua para lhe darem claridade, porque a glória de Deus a iluminou e o Cordeiro é a sua candeia’ (Apocalipse, 21:23), deixa bem patente não se tratar de uma cidade material, mas, sim, etérea, fluídica, celestial.”[1]

Curiosamente, na Bíblia podemos também encontrar referências à Nova Jerusalém. Do Apóstolo dos Gentios, Paulo de Tarso temos (Gálatas 4:26): “Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é mãe de todos nós.”

Entretanto, de início nem tudo serão rosas. Por isso concordamos com o Espírito Irmão Virgílio, autor da obra A Nova Jerusalém, do confrade Antônio Demarchi. Ele disse que embora a Nova Jerusalém simbolize uma nova era, uma nova vida onde reinará o amor de Deus, em todos os corações, isso não significará um planeta sem problemas e que os Espíritos sejam perfeitos. Todavia, mesmo longe da perfeição, já serão portadores da principal conquista espiritual, que é a mansuetude. Portanto, as trevas não mais existirão e a bondade imperará nos corações humanos, graças à boa vontade dos Espíritos que aqui permanecerem[2].

Por mais que vivenciemos as obras do mal nos dias atuais, e tendamos a perder as esperanças, a verdade é que Jesus Cristo se mantém firme no leme desta enorme e bem-aventurada nau chamada Terra!

Diretor Espiritual de nossos destinos, nela aportaremos, certamente, conforme à bem-aventurança por Ele anunciada: “Bem-aventurados os mansos e pacíficos, porque eles herdarão a terra.” (Mateus, 5:5)

Caro leitor, nunca é demais relembrarmos da seriedade e gravidade do momento que a humanidade terrestre vive. Será que o nosso modo de viver está adequado ao período de transição planetária no qual estamos inseridos, e que tem tudo a ver com o nosso destino individual?

Quanto aos versículos 3 e 4, obviamente referem-se ao período do porvir, destinado àqueles que decidiram viver de acordo com as recomendações de Nosso Mestre Jesus Cristo.

E, prosseguindo pelos três versículos seguintes, reencontramos o que já havia sido anunciado no primeiro capítulo do Apocalipse: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim.”

Alfa é a primeira letra do alfabeto grego, e ômega a última. Assim inicia o Apocalipse, assim ele termina... “Eu sou Alfa e Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor Deus: que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso (Apocalipse, 1:13).”

Segundo Cairbar Schutel é o próprio testemunho de Jesus, de posse do Verbo Divino, o Alfa e o Ômega (o princípio e o fim)[1].

Enfim, estes versículos trazem a confirmação de que tudo o que Jesus nos prometeu efetivamente acontecerá: “Elas se realizaram! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim; e a quem tem sede eu darei gratuitamente da fonte de água viva. O vencedor receberá esta herança, e eu serei seu Deus e ele será meu filho (Apocalipse, 21:6-7).”

Chegados esses tempos, quanto aos covardes, os infiéis, os corruptos, os assassinos, os impudicos, os idólatras e todos os mentirosos (Apocalipse, 21:8), “a sua porção se encontra no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte”.

Para aqueles que não tiveram ouvidos para ouvir e nem olhos para ver, o destino será um mundo primitivo, onde purgarão suas teimosias, o orgulho que os cegaram por tantos séculos, até que possam se reintegrar, um dia, ao destino melhor que desprezaram.

“Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaac, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora.” (Lucas 13:28)

Mas sabe Deus quantos milênios nos separarão de um reencontro...

Fiquem na paz que Jesus desejou nos deixar.


1. SCHUTEL, Cairbar. Interpretação sintética do Apocalipse. 4.ed. Matão: Casa Editora O Clarim, 1985. pp. 97-104.

2. DEMARCHI, Antônio. A Nova Jerusalém. Pelo Espírito Irmão Virgílio. 1.ed. São Paulo: Intelítera Editora, 2015. pp. 302-304.