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Revista Internacional de Espiritismo • Dezembro 2018
Estudo e trabalho Temos de usar mente e mãos simultaneamente
Octávio Caúmo Serrano
caumo@caumo.com
01/12/2018

Estamos cientes que a Doutrina Espírita é uma ciência filosófico-moral que precisa ser muito estudada para ser compreendida. O próprio Kardec enfatizou essa necessidade no prefácio de O Livro dos Espíritos, ao dizer que “anos são precisos para formar-se um médico (...). Como pretender-se em algumas horas adquirir a Ciência do Infinito?”. Mas ele disse também, quase que definindo um slogan do Espiritismo, que “fora da caridade não há salvação”.

Ninguém pode se queixar da falta de condições para aprender. Encontros, seminários, congressos, cursos, on-line ou presenciais, revistas, jornais, livros e palestras de renomados espíritas estão acessíveis a todas as camadas, porque o Espiritismo é fácil de ser compreendido pelos que têm real interesse no conhecimento. Espírita que não estuda é simpatizante da doutrina, não espírita. Busca-a por curiosidade ou para resolver problemas que não solucionou por sua capacidade ou com a ajuda de sua religião tradicional. Ouviu falar de obsessão e se imagina entre os sofredores inocentes, assediados pelos Espíritos. Creem em milagres, ignorando o básico do Evangelho que “a cada um será dado conforme suas obras”. “Faz que o Céu te ajuda.”

O auxílio sem esforço não faz parte da Justiça de Deus. Ela recompensa os méritos, mas não oferece imerecidos privilégios. O jeitinho é coisa dos homens, não do Pai Celestial.

Muitos de nós, espíritas, somos como “misseiros”. Egressos de outras religiões cremos que a ida semanal ao centro basta para cumprir nossos deveres de cristãos. Assistimos à exposição, recebemos passe e água fluidificada e só voltamos na semana seguinte. Quando não faltamos porque têm festa ou está chovendo... ou para economizar gasolina, pois a crise está grande. Nada sabemos da casa, mas o centro abre para atender uma ou cem pessoas. 

Enquanto o Evangelho não desce das mentes para as mãos, nada produzimos. O trabalho é a melhor oração. Estudamos demais enquanto as mãos enferrujam pela inatividade. Cantamos hosanas, mas ignoramos o problema do vizinho ou de quem nos ofereceu a terapia espiritual no centro, transferindo um pouco de sua energia para fortalecer-nos.

Mas como o estudo é também importante para dar as bases do entendimento, você que se diz espírita responda, sem consultar apontamentos, estas perguntas elementares: 1. Nome completo de batismo de Allan Kardec. 2. Data do seu nascimento. 3. Dia do seu desencarne. 4. Quando ele lançou e quantas perguntas tinha a primeira edição de O Livro dos Espíritos? 5. Qual o nome da esposa do Codificador? 6. Quantos são os livros da codificação e em que ano foram lançados? 7. Você já leu as Obras Póstumas? 8. E a Revista Espírita de Allan Kardec? 9. Que fato importante ocorreu em 1º de abril de 1858, protagonizado por Allan Kardec? 10. Sabe o que é o Auto de Fé de Barcelona?

As respostas têm a ver com o seu interesse em conhecer um mínimo da religião que professa. É como o católico que precisa conhecer a Bíblia. O básico do conhecimento.

Depois perguntaríamos se além das reuniões públicas você participa de algum grupo de estudo da Doutrina e já se ofereceu para realizar algum trabalho na instituição. Conhece algo da estrutura e que meios tem de manutenção e sobrevivência? Ou está entre os que entram e saem e nem percebem se há lâmpada queimada, ventilador quebrado ou relógio parado porque a pilha esgotou? Usam papel higiênico, copos descartáveis e recebem o refrigério dos ventiladores, mas não sabem quem paga as contas. 

Não espere ser cobrado nem que insistam para que você participe das atividades, seja qual for a sua habilidade. E se for convidado para realizar algum trabalho não se diga sem condições. Reencarnamos para aprender e não estamos no mundo a passeio. A próxima encarnação poderá ser uma difícil conquista. Especialmente para quem espera nascer em berço privilegiado, porque as pessoas mais ricas não querem saber de filhos. Querem casas, carros e vida de luxo. E com os altos custos dos estudos está difícil instruir vários filhos. Vai ter que se conformar em vir como pobre e ser operário. Você pode ter algo melhor se fizer por merecê-lo; sem desmerecer os operários, importantes numa sociedade como qualquer doutor, todavia, é sempre mais sofrido.

Inclua em suas orações e Evangelho no Lar as vibrações de amor pela casa que o acolhe, agradecido pelo que recebe e desejando que seus responsáveis tenham força e recursos para mantê-la sempre equilibrada. Só assim você será assistido e terá oportunidade de crescer, pelo conhecimento e serviço. As pessoas desconhecem o esforço dos dirigentes para manter o centro organizado, disciplinado e em condições de divulgar o verdadeiro Evangelho do Senhor Jesus. Às vezes falta até o básico para a manutenção da casa. Os engenheiros de obras prontas creem que tudo cai do céu e procuram beneficiar-se dela sem perceber o sacrifício dos administradores e colaboradores. São exigentes, indisciplinados e se acham no direito de tudo receber sem nada oferecer. Nem respeito.

Lástima que tantos de nós sejamos desse tipo! Aproveitemos o Natal para analisar como foi nosso ano de 2018, contra o qual tanto reclamamos, e meditar sobre o que seremos após desencarnar: anjos de guarda ou obsessores dos homens do mundo?

Bom Natal e feliz 2019!