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Revista Internacional de Espiritismo • Dezembro 2018
O melhor business do mundo Quando inserimos a dimensão espiritual em nossas vidas, dada a sua relevância, precisamos repensar o que fazemos e como gastamos o nosso tempo
Anselmo Ferreira Vasconcelos
afv@uol.com.br
01/12/2018

Se há um tema exaltado na atualidade, em todo o planeta, é o empreendedorismo. É inegável que a capacidade de empreender sempre esteve presente, metaforicamente falando, no DNA humano. Divisar oportunidades de negócios e reconhecimento aos empreendedores sempre foram assuntos muito acalentados, particularmente agora que o sistema capitalista alcança um estágio no qual o comércio é visto como pressuposto vital do desenvolvimento econômico e social.

Afinal, com a massificação da tecnologia, especialmente a partir do final dos anos 1980 com as inovações digitais, empreendedores dessa área passaram a ser altamente reverenciados como verdadeiros gênios. De fato, as pessoas ligadas a esse segmento empresarial exibem um tino comercial admirável.

Elas conseguiram vislumbrar produtos e serviços inimagináveis até poucas décadas atrás. Desse modo, passou-se a incorporar novas expressões ao chamado mundo dos negócios, tais como startups, incubadoras, fintechs e assim por diante. Paralelamente, cumpre reconhecer que o desenvolvimento da capacidade de empreender ganhou proeminência nos estudos de administração de empresas. Haja vista a profusão de cursos oferecidos neste campo. O assunto tornou-se tão sério que até programas de doutorado, com especialização em empreendedorismo, são ofertados pelas maiores universidades do planeta, em muitos casos com enfoque interdisciplinar, isto é, em conjunto com estratégia empresarial.

Assim sendo, espera-se que o executivo hodierno também apresente sólidas credenciais como empreendedor. Cabe ressaltar que mesmo para aqueles não tão afeitos ao universo digital ou à inteligência artificial, empreender quase sempre representa um sonho de vida. Particularmente, para os que são marginalizados pelo cada vez mais estreito e exigente mercado formal de trabalho. Quem não conhece algum empreendedor (microempresário) que vende algum tipo de alimento ou oferece determinado serviço? Aliás, o povo brasileiro — vale lembrar — é reconhecido, entre outras coisas, por sua enorme capacidade empreendedora.

Com efeito, as pessoas precisam sobreviver, e a perspectiva de ter um negócio próprio constitui — para um número considerável — o único caminho a seguir... Não podemos desconsiderar, obviamente, aqueles que o fazem por pura vocação. Há pessoas que não se acostumam com a ideia de ter um chefe ou de subordinação de qualquer espécie, e que também apreciam assumir riscos, perseguir novos projetos e enfrentar a aventura dos negócios. Seja como for, os tempos modernos são muito peculiares nesse aspecto. Em consequência disso, os indivíduos são empurrados, de certa forma, a satisfazer seus interesses materiais por meio do empreendedorismo.

Tal iniciativa não seria problemática se não absorvesse toda a energia e as preocupações das pessoas. Dito de outra forma, muitos que optam por esse caminho põe de lado outros assuntos extremamente importantes como, por exemplo, a agenda do Espírito. Na verdade, quando inserimos essa dimensão em nossas vidas, dada a sua relevância, precisamos repensar o que fazemos e como gastamos o nosso tempo. Como corretamente observa o Espírito Emmanuel, na obra Caminho, Verdade e Vida (psicografia de Francisco Cândido Xavier), “O homem do mundo está sempre preocupado pelos negócios referentes aos seus interesses efêmeros”.

Com base nessa percepção, ele destaca: “São muito raros os homens que se consagram aos seus interesses eternos. Frequentemente lembram-se disso, muito tarde, quando o corpo permanece a morrer. Só então, quebram o esquecimento fatal.” Tal afirmação é expressão exata da verdade, já que tive a oportunidade de dialogar com muitas entidades desencarnadas ao longo da vida, que assim corroboraram. Tem-se, portanto, um quadro no qual a maioria dos humanos não se conecta à divindade e tão pouco reflete a respeito do que enfrentará após a morte.

No entanto, Emmanuel, com sabedoria, pondera que “(...) a criatura humana deveria entender na iluminação de si mesma o melhor negócio da Terra, porquanto semelhante operação representa o interesse da Providência Divina, a nosso respeito” (ênfase minha). Por ter esse entendimento, Jesus indagou: “Não sabíeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (Lucas, 2:49).

Explica ainda Emmanuel que “Deus permitiu as transações no planeta, para que aprendamos a fraternidade nas expressões da troca, deixou que se processassem os negócios terrenos, de modo a ensinar-nos, através deles, qual o maior de todos (...)”. Posto isto, se o prezado leitor ou a prezada leitora se encontra envolvido profissionalmente com algum tipo de atividade empresarial, pergunte-se a si mesmo — considere apenas como uma sugestão — se o seu negócio está alinhado com Deus; se a sua conduta geral de vida constrói para o bem-estar do Espírito. Não se esqueça, por fim, que o melhor business do mundo é a presença do Pai celestial em nossas vidas, inspirando-nos para o bem.