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Jornal O Clarim • Novembro 2017
E quando a crítica vem de pessoas próximas? Muitos trabalhadores das lides doutrinárias podem estar deixando o trabalho por influência direta dos dirigentes das casas espíritas.
Willian Gonçalves
wigonper@outlook.com
01/11/2017

“Orai pelos que vos perseguem e caluniam...” (São Mateus, 5:44, 46 a 48)

Muitos dos irmãos de ideal espírita, quando iniciam na tarefa do trabalho cristão, seja como oradores, médiuns, evangelizadores ou qualquer outra tarefa nas lides doutrinárias, ouvem sempre belos conselhos dos irmãos mais velhos na caminhada, entre eles um muito difundido no meio espírita: “o trabalhador do Cristo é muito criticado e pouco compreendido.”

O que a maioria desses conselheiros se esquece de esclarecer é que muitas dessas críticas virão justamente de pessoas que nos auxiliarão no trabalho, companheiros das casas espíritas e também de familiares e amigos próximos. Pessoas as quais estimamos, e por vezes temos que engolir o gosto amargo de suas críticas e deboches.

Muitos trabalhadores, quando se deparam frente a frente com essas críticas, assumem uma atitude violenta, de revide; outros já ouvem pacientemente, mas por dentro se sentem como uma bomba pronta a explodir. Guardam essa mágoa e acabam quase sempre trocando de centro espírita, ou em muitos casos abandonando por completo o contato com a Doutrina dos Espíritos. Já ouvi da boca de muitos companheiros da doutrina que se abandonaram a doutrina é porque não estavam preparados, ou porque não era o momento da pessoa. Realmente podemos ter casos assim, mas temos que compreender que muitos trabalhadores das lides doutrinárias podem estar deixando o trabalho por influência direta dos dirigentes das casas espíritas, que eventualmente assumem atitudes rudes frente aos trabalhadores, principalmente os iniciantes. Tais dirigentes se esquecem das orientações máximas do evangelho quanto à paciência.

Emmanuel chama à reflexão: “Aceita os parentes enigmas e os companheiros testes, à feição dos credores com que a Justiça Divina te promove o aperfeiçoamento e a tranquilidade” (livro No Portal Da Luz, Francisco Cândido Xavier. Capítulo 7, editora IDE).

O que seria dos trabalhadores do Cristo sem o contato direto com os que discordam de suas condutas? Compreender a crítica como benefício direto que pode ajudar-nos a conduzir nossos trabalhos com toda a atenção precisa, configurando um estímulo à reforma íntima constante, e também ao refinamento de nossos trabalhos.

Deve também o trabalhador ficar atento a todas as críticas e indiretas maldosas durante o cotidiano do trabalho espírita, pois compreendemos que nem todas as críticas nos farão crescer. Muitas podem ser como corrosivo destrutivo, por isso mais uma vez convocamos o trabalhador ao bom senso e à filtragem constante: quando a crítica é construtiva eu absorvo, quando não eu apenas elimino das minhas memórias, como ação benéfica em favor da nossa economia psíquica.

A teoria psicanalítica nos informa sobre as projeções, que constituem em palavras mais simples, pensamentos e comportamentos que são atribuídos aos outros, dos quais não gostamos ou não aceitamos enfaticamente, sem nos atentarmos por vezes que tais pensamentos ou ações fazem parte da nossa conduta e não a da outra pessoa. Resumindo: grande parte do que falamos do outro vai com doses altas do que somos em essência. Por isso que todas as críticas que recebemos têm que passar pelo nosso filtro, sem fazermos mau juízo dessas pessoas que muitas vezes não percebem as extensões de seus atos, o que não deve ocorrer ao trabalhador que se informa constantemente. Se falta paciência e informação aos que nos cercam, sejamos colaboradores para que essas questões não passem despercebidas em nossos núcleos de trabalho e também em nossas condutas diárias, mas nunca perdendo a questão máxima que o Cristo nos convoca o amor a todos e a paciência.