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CASA EDITORA O CLARIM | 113 anos divulgando o Espiritismo
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O Clarim comemora 113 anos

Artur Valadares falou sobre Cairbar Schutel, Paulo de Tarso e Allan Kardec

Redação
15/08/2018

O Centro Espírita O Clarim promoveu na noite do dia 14 de agosto, em seu auditório principal, palestra comemorativa aos 113 anos de fundação do jornal O Clarim, completados no dia seguinte, 15 de agosto. Artur Valadares, de São Carlos, foi convidado a desenvolver o tema “Cairbar Schutel e a divulgação espírita”.

Após apresentação de Lúcia Helena B. Marchesan e linda e inspirada prece de Laudicéia Lucca Belvedere, que relembrou as lutas que ultrapassam um século e ressaltou o idealismo e o exemplo de Cairbar Schutel, Artur iniciou sua exposição saudando os 113 anos de O Clarim, destacando-o como um dos veículos mais relevantes da história do Espiritismo nacional e internacional, por sua tradição e responsabilidade doutrinária; também exaltou os 150 anos de Cairbar Schutel, comemorados em 2018, pontuando que no Espiritismo encontramos o resgate do Cristianismo primitivo, em sua essência mais pura, abrindo os horizontes da humanidade para uma nova era, mais fraterna e voltada às questões morais e espirituais.

Destacou a biografia Cairbar Schutel, o Bandeirante do Espiritismo, dos historiadores Eduardo Carvalho Monteiro e Wilson Garcia, como obra básica para a elaboração de sua palestra e observou que, durante a leitura, pôde identificar similitude na postura de Cairbar Schutel com outros grandes nomes do movimento espírita e do Cristianismo. Entre eles Paulo de Tarso e Allan Kardec, que passaram por dificuldades semelhantes, mas souberam bem aproveitar as oportunidades e servir no ideal da divulgação cristã.

Paulo foi um dos primeiros divulgadores cristãos; afirmou a Barnabé que o Evangelho é como um campo infinito que Deus nos dá para o labor, para que façamos o cultivo. Entre as várias frentes de trabalho no campo, havia aqueles que pegavam as ferramentas mais pesadas e abriam caminhos em densos cipoais. Esses são os divulgadores espíritas e cristãos, desbravando novos terrenos. Cairbar abriu horizontes no Brasil, assim como Kardec o fez na França e Paulo na região de Jerusalém e Roma antiga.

Diante desses exemplos, Artur nos chamou à reflexão: em que fronteiras somos hoje chamados a atuar? Como podemos aprender e nos inspirar nesses grandes desbravadores?

Paulo, o primeiro grande divulgador, teve suas dificuldades para encontrar o caminho missionário. Temia não dar conta da magnitude da tarefa. A lição deixada pelo apóstolo é que devemos sempre recorrer a Jesus, humildemente, como aprendizes buscando suporte para encontrar forças e continuar.

O expositor destacou a orientação de Jesus para que usássemos “os poderes do espírito”, ou seja, todos os recursos possíveis à nossa disposição. “Os de boa vontade saberão compreender” e utilizarão com maestria o que recebem para dar continuidade à divulgação.

A crença no poder da divulgação, aliás, é característica marcante em Paulo, Kardec e Schutel. O primeiro impulso da “imprensa” cristã se deu com Paulo, que ressaltava a importância de deixar os ensinamentos evangélicos escritos, registrados, para que as próximas gerações pudessem usufruir deles e a oralidade não deturpasse o teor da mensagem. Igualmente Kardec, com a fundação da Revista Espírita, percebendo a necessidade de ampliar os horizontes da divulgação; e também Cairbar, com O Clarim e todos os outros meios de divulgação, propagando massivamente o ideal espírita-cristão.

O caminho, contudo, não foi fácil. Schutel muitas vezes se questionava se haveria um próximo número do jornal, em razão das dificuldades financeiras e burocráticas da época. Também sofreu muitas perseguições, assim como Paulo de Tarso e Allan Kardec, mas nunca perdeu a fé e a perseverança e continuou, com dedicação e sacrifício. O ensinamento legado por essas três ímpares personalidades é que se faz necessário lutar o bom combate, defendendo agressões com ideias, ódio com amor, despertando nossos próprios poderes do espírito, nossas potencialidades.

Seus exemplos nos esclarecem que de nada adiantariam obras exteriores se estas não alcançassem e impulsionassem obras interiores, tocando corações que assumem a responsabilidade de continuar o trabalho iniciado. O que dava força às mensagens era a conduta de cada um deles, pois viviam sinceramente aquilo que propagavam. Quando O Clarim chegava às mãos de um leitor, trazia consigo um pouco de Cairbar, assim como a Revista Espírita produzida por Kardec e as cartas redigidas por Paulo. “Eles escreviam nas páginas do coração com os caracteres luminosos do Evangelho”, destacou Artur, finalizando a excelente exposição.


O Som da Nova Era

Ao final da palestra, em clima de harmoniosa confraternização, houve lançamento do livro O Som da Nova Era: O Clarim e seus maestros, que se propõe a contar a história da Casa Editora O Clarim desde a fundação com Cairbar Schutel até os dias atuais, apresentando os principais personagens, os maestros que conduziram e conduzem este nobre propósito, e que souberam também desenvolver seus poderes do espírito, trabalhando contínua e devotadamente em prol da divulgação espírita e cristã. Cássio Leonardo Carrara, jornalista da Casa Editora O Clarim e autor do livro, concedeu autógrafos aos presentes.




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